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Futura 11ª equipe do grid da F1 em 2026, a Cadillac elegeu dois pilotos experientes para seus carros: o ex-Sauber e Mercedes Valtteri Bottas, e o ex-RBR Sergio Pérez. Distante do grid há oito meses, o mexicano reforçou não ter o que provar sobre sua queda de desempenho na antiga equipe, no ano passado, citando as dificuldades enfrentadas por seus sucessores Liam Lawson e Yuki Tsunoda.
Não sinto que tenho algo a provar, porque o que aconteceu na minha equipe antiga já mostrou as dificuldades que enfrentei. É a dinâmica da equipe. Claro, eles têm um talento único com Max (Verstappen); e quando você chega lá, a curva de desenvolvimento que eles têm (é inspirada nele). É muito difícil para o segundo piloto se adaptar ao carro. É um carro muito único, que exige um estilo de pilotagem muito único no qual até consegui sobreviver por alguns anos, mas é difícil. Yuki e Liam marcaram cinco pontos ou algo assim. Eles são pilotos fantásticos, mas é assim – disse, em entrevista à “SkySports F1”.
Pérez chegou à RBR em 2021, alavancado pela inédita vitória com a antiga Racing Point (hoje Aston Martin) no GP de Sakhir de 2020. Como estava de saída da equipe inglesa, surgiu como substituto perfeito para Alexander Albon, que também não entregou os resultados esperados ao lado de Max Verstappen.

O mexicano venceu uma corrida e conquistou cinco pódios, anotando 190 dos 585,5 pontos da vice-campeã de construtores RBR. No entanto, seu ritmo foi se deteriorando com o passar do tempo, enquanto a cobrança e comparações com o multicampeão Verstappen só cresciam.
Em 2022, Pérez perdeu terreno para Charles Leclerc, que representou a Ferrari na disputa pelo título vencida por Max. No ano seguinte, garantiu seu primeiro vice-campeonato embora tenha sofrido com a concorrência de Lewis Hamilton, então piloto da Mercedes. Ele chegou perto de liderar o Mundial, mas viu o colega de equipe vencer o decisivo GP de Miami e afastou-se da liderança.
Seu último ano com a equipe foi o pior: apenas oitavo no Mundial, o piloto mexicano começou a temporada com quatro pódios em cinco corridas, mas acabou minado por batidas e a dificuldade de classificar-se e chegar entre os dez primeiros colocados.

A despeito da diferença em relação a Verstappen, no entanto, Checo se tornou o maior piloto do México, despedindo-se da RBR com cinco vitórias, 29 pódios, três poles e um vice-campeonato.
Ainda em 2024, a equipe anunciou Liam Lawson para sua vaga. Porém, o neozelandês não durou mais que duas corridas na temporada 2025 e, sem pontuar nos GPs da Austrália e China, foi rebaixado de volta à RB no GP do Japão.
O Circuito de Suzuka foi palco da promoção do piloto da casa, Yuki Tsunoda. Mas o japonês também segue sem ter vida fácil no carro austríaco: enquanto Verstappen é terceiro no campeonato de pilotos, Tsunoda é apenas 18º, tendo pontuado apenas no Bahrein, em Miami e na Emilia-Romagna.

Pérez, que estreou na F1 em 2011 pela Sauber e chegou a correr na McLaren em 2013 antes de migrar para a Force India, vai recomeçar em uma equipe cujo potencial ainda é desconhecido. A expectativa é que sua experiência, bem como a do novo companheiro Valtteri Bottas, agregue no desenvolvimento do carro para os próximos anos sob o futuro regulamento de motores e veículos da categoria.
– Para ser honesto, senti que já tinha feito tudo o que podia no esporte. Mas quanto mais o tempo passava e mais eu pensava sobre isso, conversei com minha família sobre o assunto e todos nós sentimos que essa era a coisa certa. O último ano, em especial, foi muito difícil. Foi muito exigente e eu não aproveitei. Amo o esporte e quero voltar a curtir. O que me motivou a voltar foi simplesmente poder retribuir muito amor ao esporte que me deu tudo – explicou Pérez.