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Irati é primeiro município do Paraná a implantar o botão do pânico

Aproximadamente 200 mulheres possuem medidas protetivas, casos em que o agressor é proibido de se aproximar

Irati é o primeiro município do Paraná a implantar o Botão do Pânico, dispositivo que será utilizado por mulheres que estejam sob medida protetiva. Durante essa semana, profissionais das áreas de segurança, jurídica e assistência social passaram por capacitação e conhecerem o sistema integrado, que tem como principal objetivo a proteção de mulheres vítimas de violência.

De acordo com o assistente social da Secretaria Municipal de Assistência Social de Irati, Denis Musial, o programa partiu da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social. Apenas 15 municípios do Paraná foram selecionados. “Entre os critérios de escolha está o alto índice de violência contra a mulher, além do município ter Guarda Municipal e já instituído o Conselho Municipal dos Direitos da Mulheres”, explica.

Profissionais dos setores de segurança, judiciário e assistência social passaram por capacitação em Irati. Foto: Israel Macedo

Em Irati, aproximadamente 200 mulheres possuem medidas protetivas. Elas preveem, por exemplo, o afastamento do agressor do lar ou local de convivência com a vítima, a fixação de limite mínimo de distância. O agressor também pode ser proibido de entrar em contato com a mulher, seus familiares e testemunhas por qualquer meio.

As mulheres que receberão o botão do pânico passarão por uma avaliação psicossocial, sendo o Centro de Referência de Assistência Social (CREAS) o local onde são realizados os atendimentos para essas vítimas de violência. Na sequência, os casos mais graves deverão receber a autorização para o uso do dispositivo do Poder Judiciário. “O programa prevê o atendimento integral das mulheres, de forma humanizada, e acompanhamento contínuo para superação e quebra do ciclo de violência”, acrescenta Musial.

O assistente social ressalta que o programa deverá ajudar na proteção das mulheres e também prevenir casos de violência, inibindo os agressores. “Vai trazer também diálogo mais forte entre as secretarias municipais, que deverão fazer um trabalho em conjunto”, expõe.

DISPOSITIVO

A instrutora, Rosângela Nielsen, explica que a tecnologia é um dispositivo em que a mulher deve carregar junto ao seu corpo e em caso de risco, basta apenas pressionar por três segundos o botão. “Ele vai mandar uma mensagem e carregar todos os dados para acionamento das patrulhas e a central de monitoramento da Guarda Municipal”, explica.

Rosângela fala que o dispositivo quando acionado ainda manda o alerta sonoro com a posição da vítima, dados, endereços de casa e trabalho, tudo o que for previamente cadastrado pelo CREAS e, também, a foto do agressor. Além da central, as informações chegam até smartphones das equipes da Guarda Municipal. “A diferença é que na central também o agente estará ouvindo o áudio do local onde a vítima está. O som é captado até cinco metros de onde ela está. Todas as informações e tudo o que o agente que prestou socorro inserir, como fotos e boletim de ocorrência, são provas que o delegado terá acesso para serem inseridas no inquérito”, destaca a instrutora.

NOVO ATENDIMENTO

A Guarda Municipal de Irati passará a atender os casos relacionados à violência contra a mulher, através do monitoramento que irá realizar por meio do sistema do botão do pânico. A agente Adriana de Andrade Coraiola Cultom fala que vê como algo positivo, por ser um instrumento que irá ajudar muitas mulheres. “Vamos ter mais contato com elas, podendo dar mais segurança. São políticas públicas interessantes que estão sendo implantadas, as quais ajudarão essas mulheres terem suas vidas novamente”, destaca a guarda municipal.

Kelly de Oliveira Ramos78 Posts

Kelly de Oliveira de Ramos, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), em 2007. Atua na área há mais de 10 anos, tendo passagens por emissoras de rádio e assessorias de imprensa de órgãos públicos e privados. Também atua na área de Educação, desenvolvendo o projeto educacional Folha na Escola, além de ser estudante de Pedagogia. Na Folha de Irati trabalha como repórter e editora. Premiada com Mérito da Educação Pública do Paraná e pelo Ministério da Educação. Vencedora de prêmios estaduais com reportagens de temas investigativos e de cidadania.

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