Assessoria 4ª Regional de Saúde
A Secretaria de Estado da Saúde do Paraná realizou, entre os dias 24 e 26, a quarta edição do Saúde em Movimento, evento que reuniu gestores, profissionais e representantes dos 399 municípios paranaenses para discutir estratégias voltadas à organização da rede de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). A 4ª Regional de Saúde esteve presente com representantes dos nove municípios que compõem sua área de abrangência.
O encontro abordou temas relacionados à Atenção Primária à Saúde (APS), à organização da assistência especializada e ao uso de estratégias baseadas em evidências para qualificar o atendimento. A programação também incluiu a apresentação de experiências desenvolvidas no Paraná, com foco na integração dos serviços e na organização do cuidado.
Entre as participações da região, Mallet apresentou uma experiência voltada ao fortalecimento da integração entre a Atenção Primária e a Atenção Ambulatorial Especializada. A apresentação foi conduzida pela enfermeira e coordenadora da Atenção Primária à Saúde do município, Débora Karine Andrade, que destacou a coordenação do cuidado como um dos elementos centrais da estratégia adotada.
Durante o evento, o secretário Beto Preto anunciou um pacote de investimentos que totaliza R$ 1,1 bilhão para a área da saúde. Os recursos serão destinados à ampliação de programas, criação de novas políticas públicas e repasses diretos aos municípios.
O principal volume de recursos será aplicado no programa Opera Paraná. O maior programa de cirurgias eletivas do Brasil foi contemplado com investimento de R$ 650 milhões voltado à ampliação das cirurgias eletivas no Estado. A iniciativa busca reduzir filas de espera e ampliar o acesso a procedimentos cirúrgicos.
Além disso, o pacote inclui a ampliação da oferta de exames e serviços voltados à saúde materno-infantil. Entre as medidas está a implantação do ultrassom morfológico para gestantes atendidas pelo SUS, com investimento anual de cerca de R$ 15 milhões, e a ampliação da triagem neonatal, o famoso teste do pezinho, que passará a detectar de sete até 51 doenças, com investimento de R$ 67,3 milhões.
Na área de tecnologia, está prevista a implantação de um sistema de telemedicina e telessaúde, com investimento de R$ 10 milhões, além do fortalecimento da Atenção Primária que também integra o pacote, com R$ 115 milhões destinados ao programa estadual voltado à área, além de R$ 60 milhões para ações de vigilância, prevenção e promoção da saúde.
Outras medidas incluem o repasse de R$ 33 milhões para consórcios públicos de saúde por meio do programa Regionaliza Mais Paraná, a ampliação do financiamento da assistência farmacêutica, que passa a contar com R$ 71 milhões, e investimentos de R$ 26 milhões para a ampliação de leitos voltados à saúde mental.
Também foram anunciados recursos para a modernização da Vigilância em Saúde, com investimento de R$ 32,5 milhões no Laboratório Central do Estado (Lacen), além da ampliação de programas específicos, como o atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e o fornecimento de equipamentos para monitoramento de pacientes com diabetes.
Ainda, entre as medidas anunciadas está o aumento do repasse do programa HospSUS para maternidades de todo o estado, incluindo a Santa Casa de Irati. O valor mensal será ampliado de R$ 130 mil para R$ 200 mil, conforme informado pelo secretário. “Vai ajudar, e é esse o objetivo: fazer com que a porta das maternidades permaneçam abertas”, afirmou Beto Preto.
A diretora da 4ª Regional de Saúde, Cristiana Schvaidak, destacou a presença dos municípios da região e a importância da participação dos gestores nas discussões relacionadas à organização da saúde. “A participação da nossa regional foi muito significativa. A gente sabe que, na saúde, não é possível avançar sem o apoio e a participação dos gestores. Esses espaços permitem a troca de experiências e o alinhamento das ações que impactam no atendimento à população”, afirmou.
O evento também tratou de iniciativas voltadas à ampliação da assistência em áreas específicas, como a atenção materno-infantil e o acompanhamento de pacientes em unidades hospitalares. Entre os projetos apresentados está o “Bate-Bate Coração”, uma proposta de conexão entre unidades de terapia intensiva de hospitais regionais e o Hospital Pequeno Príncipe com aporte de R$ 3 milhões, voltado ao acompanhamento de recém-nascidos com doenças cardíacas, no qual a Santa Casa de Irati já faz parte.