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Equipe francesa confirma força coletiva construída por Luis Enrique, vence decisão dramática após empate por 1 a 1 e levanta novamente a principal taça do futebol europeu.
PSG comemora muito enquanto Gabriel Magalhães lamenta — Foto: REUTERS/Marton Monus

Thomaz Pabis, com informações da ge

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O Paris Saint-Germain é novamente o rei da Europa. Em uma final equilibrada e marcada pela intensidade tática, o clube francês venceu o Arsenal nos pênaltis por 4 a 3, após empate por 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, e conquistou o bicampeonato da UEFA Champions League na temporada 2025/26.

A decisão, disputada na Arena Puskás, em Budapeste, começou melhor para o Arsenal. Logo aos seis minutos, Kai Havertz aproveitou uma das poucas oportunidades claras da equipe inglesa e abriu o placar. O gol precoce obrigou o PSG a mudar o cenário da partida, mas a equipe comandada por Luis Enrique mostrou mais uma vez maturidade para controlar o jogo.

Com posse de bola, movimentação constante e ocupação inteligente dos espaços, o time francês assumiu o protagonismo da final. O empate veio aos 20 minutos do segundo tempo, quando Dembélé tabelou com Kvaratskhelia, sofreu pênalti e converteu a cobrança para deixar tudo igual.

A partir daí, o confronto seguiu equilibrado até a prorrogação, sem que nenhuma das equipes conseguisse encontrar o gol da vitória. A decisão acabou sendo levada para os pênaltis, onde o PSG mostrou novamente sua força emocional.

O momento decisivo aconteceu na última cobrança do Arsenal. O zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, que havia feito uma excelente partida, isolou a bola e viu o título ficar com os franceses. Após o apito final, o defensor foi consolado por Marquinhos, capitão do PSG e companheiro de seleção brasileira, que viveu situação semelhante na Copa do Mundo de 2022, quando desperdiçou um dos pênaltis da eliminação do Brasil diante da Croácia.

Marquinhos consola Gabriel Magalhães após erro em pênalti em PSG x Arsenal — Foto: Getty Images

A conquista coroou o trabalho de Luis Enrique, responsável por transformar o PSG em uma equipe menos dependente de estrelas e mais focada na força coletiva. O treinador espanhol consolidou um modelo baseado em pressão alta, intensidade sem a bola, versatilidade tática e participação coletiva de todos os jogadores.

Ao longo da campanha, o PSG chamou atenção por estratégias pouco convencionais e pela capacidade de adaptação durante os jogos. Nem mesmo nomes como Dembélé, Kvaratskhelia ou Vitinha tiveram lugar garantido até o apito final das partidas, reforçando a filosofia de que ninguém está acima do sistema.

Enquanto o PSG celebra mais um título continental, o Arsenal encerra uma campanha histórica com sentimento de frustração. Mesmo derrotados, os ingleses foram protagonistas durante toda a temporada e receberam reconhecimento pelo desempenho. O capitão Declan Rice fez questão de defender Gabriel Magalhães e Eze, que desperdiçaram cobranças na disputa decisiva.

A temporada também teve reconhecimento individual para brasileiros. Marquinhos, campeão pelo PSG, e Gabriel Magalhães, vice-campeão com o Arsenal, foram escolhidos para a seleção oficial da Champions League divulgada pela Uefa. O time ideal ainda contou com nomes como David Raya, Declan Rice, Vitinha, Kvaratskhelia, Dembélé e Harry Kane.

Seleção da Champions League 25/26 tem dupla de zaga da seleção brasileira — Foto: Divulgação / Uefa
Seleção da Champions League 25/26 tem dupla de zaga da seleção brasileira — Foto: Divulgação / Uefa

Mais do que o bicampeonato, a conquista simboliza uma nova identidade do Paris Saint-Germain. Se em outros anos o clube era lembrado pela reunião de grandes estrelas, agora entra para a história como uma equipe construída a partir de um projeto coletivo sólido, eficiente e vencedor. O resultado consolida Luis Enrique entre os grandes treinadores da era moderna e reafirma o PSG como uma das principais potências do futebol mundial.

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