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Com torneio esportivo em abril e mutirão de limpeza em novembro, iniciativa busca conscientizar a população e preservar as águas do Rio Iguaçu
Projeto Rio Limpo estruturou suas etapas de recolhimento com o apoio da Itaipu Binacional - Foto: Assessoria

Luiza Lobo

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O município de São João do Triunfo já se prepara para mais uma etapa do Projeto Rio Limpo na região da Vila Palmira. O tradicional mutirão de limpeza das margens e do leito do Rio Iguaçu foi confirmado para o dia 28 de novembro, mobilizando barqueiros, estudantes e a comunidade local. A iniciativa busca enfrentar o impacto dos resíduos sólidos trazidos pelas cheias da Região Metropolitana e preservar o patrimônio natural de um município que ainda mantém 50,06% de suas matas nativas.


O projeto destaca-se por sua origem comunitária, nascida da inquietação dos próprios moradores com a poluição. Segundo o secretário de Meio Ambiente, Iuri Lapsky, a demanda surgiu de forma orgânica em 2018. “Esse projeto tem uma natureza própria, que nasce da própria comunidade. Os frequentadores do Rio Iguaçu e seus afluentes já estavam muito incomodados com a sujeira e o descuido do rio”, explica o secretário.


Oficializado por lei em 2021, o Projeto Rio Limpo estruturou suas etapas de recolhimento com o apoio da Itaipu Binacional, que fornece materiais como sacos de ráfia para a coleta. Em edições anteriores, o esforço conjunto resultou na retirada de mais de uma tonelada e meia de lixo, entre plásticos, latas e descartes diversos que degradam o ecossistema e ameaçam a fauna local.


Embora o foco central seja o mutirão de limpeza de novembro, o projeto envolve outras frentes de conscientização ao longo do ano. No dia 11 de abril, ocorre o Torneio de Pesca Esportiva Amadora Dr. Rodrigo Van Tiene, que promove a cultura do “pesque e solte”. Outra inovação recente é a Pedalada Ecológica, onde ciclistas percorrem o trajeto até a Vila Palmira realizando o recolhimento de lixo descartado nas estradas rurais.


Para Iuri Lapsky, o engajamento voluntário é o que garante a continuidade das ações. “Hoje não tem volta, a população e os voluntários vão cobrar. Se nós não organizarmos, eles vão fazer por conta própria. O importante é a consciência que passa, de cuidar da água, dos peixes e da natureza”, afirma. A programação do Dia da Limpeza encerra-se tradicionalmente com um almoço de confraternização entre os voluntários, reforçando a união da comunidade em prol do meio ambiente.

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