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Conheça as histórias de quem teve a vida transformada pelo programa
Foto: Aline Jasper/UEPG

Sthefany Brandalise

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Por trás dos números expressivos do Programa Opera Paraná existem histórias reais, pessoas comuns e trajetórias marcadas pela dor, pela espera e, principalmente, pela esperança de voltar a viver com dignidade. Criado em 2021 pelo Governo do Estado do Paraná e desenvolvido pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o programa se consolidou como o maior em cirurgias eletivas do Brasil, levando atendimento mais rápido e humano a milhares de paranaenses.

Foto: Assessoria

Segundo a Sesa, entre janeiro e setembro de 2025 foram realizadas 603 mil cirurgias, com média de 67 mil por mês. O programa tem como foco reduzir filas de cirurgias de média e alta complexidade, ampliando a oferta de serviços em hospitais de todos os portes. Mas o impacto do Opera Paraná vai além das estatísticas, ele muda rotinas, devolve autonomia e resgata sonhos interrompidos pela espera.

O secretário de Estado da Saúde e deputado federal, Beto Preto, reforçou a dimensão e a relevância do Opera Paraná, destacando que a iniciativa se consolidou como o maior programa de cirurgias eletivas do país e um marco na política pública de saúde do Paraná. “Esse é o maior programa de cirurgias eletivas do Brasil. Estamos falando de mais de 90 cirurgias por hora no Paraná, superando 2.100 por dia. É um trabalho de planejamento, investimento e compromisso com quem mais precisa, liderado pelo governador Ratinho Junior, que já garantiu mais de R$ 1 bilhão para o programa. Esse apoio firme do Governo do Estado é o que permite reduzir filas, devolver qualidade de vida às pessoas e fazer do Paraná uma referência nacional em acesso à saúde”, afirma.


A principal estratégia do programa é a regionalização dos atendimentos, que permite que as cirurgias sejam realizadas em hospitais públicos, estaduais e municipais, e também em hospitais particulares contratualizados. Dessa forma, o Estado remunera os serviços e amplia o número de unidades disponíveis, reduzindo deslocamentos longos e acelerando o acesso ao tratamento.


Na 4ª Regional de Saúde, que abrange nove municípios da região da Amcespar, o Opera Paraná tem garantido o encaminhamento regulado de pacientes por meio do Sistema Estadual de Regulação, possibilitando a realização de cirurgias de média complexidade com mais agilidade e eficiência. O reflexo desse trabalho é direto na vida da população, com melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes atendidos.


Entre as especialidades contempladas pelo programa na região estão ortopedia, otorrinolaringologia, ginecologia, urologia e cirurgia geral, áreas que concentravam grande demanda reprimida e hoje apresentam avanços concretos na redução das filas de espera.


Na área de abrangência da 4ª Regional de Saúde, o Opera Paraná possibilitou a realização de um volume expressivo de atendimentos cirúrgicos e especializados. Foram contabilizados 1.292 procedimentos de cirurgia geral, 820 atendimentos em ginecologia, 998 em ortopedia, 830 em otorrinolaringologia e 176 em urologia. Os números referem-se a cirurgias realizadas, além de agendamentos de primeiros atendimentos e retornos. (Para este quantitativo foram consideradas todas as consultas gerais nestas especialidades, as quais passaram primeiramente por avaliação, para ver a necessidade de realização de procedimentos cirúrgicos).


A Sesa, por meio da 4ª Regional e com o apoio das Secretarias Municipais de Saúde, é responsável pela regulação do acesso e pelo agendamento das cirurgias do programa. O trabalho organiza o fluxo assistencial, em articulação com os prestadores de serviços contratados, respeitando as cotas ofertadas. A partir desse processo, os pacientes são encaminhados para as avaliações iniciais e, na sequência, seguem com os trâmites clínicos necessários nos hospitais de referência, conforme os fluxos assistenciais previamente pactuados.


Cristiana Schvaidak, diretora da 4ª Regional de Saúde, reforça que o Opera Paraná representa um compromisso permanente do Governo do Estado com a população. “Como destaca o nosso secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, o Opera Paraná é um compromisso do Governo do Paraná e uma missão da Secretaria da Saúde reduzir as filas de cirurgias eletivas, além de facilitar o acesso do cidadão paranaense aos serviços públicos de saúde nessa área”, afirma.


O agricultor e trabalhador da construção civil, José Bandacheski, de Rio Azul, é um desses paranaenses cuja vida foi transformada pelo programa. Acostumado à rotina pesada do trabalho, ele passou a conviver, de forma repentina, com crises intensas de cólica renal. “Quando surgiu o problema renal já me deu a primeira crise de rim. A gente começou a fazer os exames e foi encontrada a pedra. Não era pequena, o cálculo já era grande”, relembra.

José Bandacheski realizou a cirurgia de Percutânea Renal – Foto: Sthefany Brandalise

José iniciou o tratamento clínico e passou por acompanhamento na Clínica Renal de Irati. Durante meses, tentou resolver o problema com sessões de litotripsia, procedimento que busca quebrar o cálculo renal, mas sem sucesso. “A gente tentou quebrar essa pedra várias vezes, mas ela não quebrava. A rigidez dela era muito grande. Foi feito o exame e chegou a 870. Então não quebraria fácil, precisaria de muitas sessões pra poder quebrar”, explica.


Com o agravamento do quadro, veio o encaminhamento para o Hospital Regional de Guarapuava. Porém a situação exigia urgência. A pedra havia saído do rim e estava obstruindo o canal urinário. “Quando eu estava voltando pra casa, já me avisaram que eu tinha entrado na fila de cirurgia às pressas. No sábado fui internado e no domingo já fiz a cirurgia, foi muito rápido”, afirma.


A agilidade do processo chamou a atenção de José, que já estava acostumado com a longa espera do tratamento clínico. “Fiquei surpreso, não esperava que fosse tão rápido. E sempre fui bem atendido, nunca fiquei sem amparo. Uma cirurgia dessa custa no mínimo R$ 18 mil. Fazer isso pelo SUS, pelo Opera Paraná, não tem palavras. O programa é muito bom mesmo”, disse.


Os encontros também foram marcadas por um gesto de proximidade e sensibilidade. Cristiana realizou uma ligação ao secretário Beto Preto, permitindo que ele conversasse diretamente com os pacientes.
Durante a ligação com o secretário, José reforçou sua gratidão. “Eu fui muito bem tratado no Hospital Regional de Guarapuava. Não dava nem para dizer que eu estava pelo SUS. Eu agradeço muito o Opera Paraná, mudou a minha vida. De coração”.


O impacto positivo do programa também foi destacado pelo prefeito de Rio Azul e presidente da Amcespar, Leandro Jasinski, que ressaltou a importância da iniciativa. “É um programa maravilhoso que tem beneficiado a saúde da nossa região e de todo o Paraná. O governador Ratinho Júnior pediu e o secretário criou esse programa que é maravilhoso e tem ajudado, tem transformado a vida de muitas pessoas que aguardavam tempo, e hoje essas filas reduziram muito com este programa”, disse.


A estudante Maria Luísa Garzuze de Melo, de 17 anos, moradora de Irati, também viveu uma longa jornada até a cirurgia. Desde os 10 anos, convivia com a escoliose idiopática, uma condição progressiva que compromete a coluna e, com o tempo, afeta funções básicas como respiração e mobilidade. “Minha escoliose foi progressiva. Dos 10 aos 16 anos, ela piorou muito. Eu tinha dificuldade para respirar, para me movimentar”, conta.

Durante seis anos, Maria realizou fisioterapia em Irati, até ser encaminhada para atendimento especializado em Ponta Grossa e, posteriormente, Curitiba. “Foi super rápido. Em questão de três meses eu já consegui a cirurgia. O atendimento foi excelente, todos os profissionais muito atenciosos”.

A cirurgia foi realizada no Hospital do Trabalhador, em Curitiba. Após o procedimento, Maria percebeu mudanças profundas. “A minha vida mudou completamente. A respiração melhorou, a saúde física e mental também. Minha autoestima aumentou muito. Ver que eu fui capaz de passar por isso mudou completamente o jeito que eu me vejo”, afirma.

Maria Luísa convivia com escoliose idiopática, uma condição progressiva – Foto: Sthefany Brandalise



A mãe da jovem, Josiane de Melo, acompanhou cada etapa do processo e relembra o medo vivido antes da cirurgia. “No início foi bem complicado, principalmente por causa da respiração dela. A gente ficava muito apreensiva”, disse. Depois da cirurgia, a transformação foi evidente. “Agora é vida nova. Qualidade de vida. Ela consegue fazer coisas simples que antes não conseguia, como subir uma escada”, diz Josiane.


Em ligação com o Secretário Beto, a emoção tomou conta da conversa. “Quem convivia com ela antes e convive agora vê muita diferença. Mudou tudo pra melhor. Se ela não tivesse sido operada, não teria condições de deixá-la sozinha para ir para faculdade. Agora sim, dá para deixá-la viver, obrigada por esse programa”, finaliza Josiane.

Na foto, o antes e depois da cirurgia de Maria Luísa, de 17 anos – Foto: Reprodução


A secretária de Saúde de Irati, Daniela Zwierzikowski Raffo, destaca que o Programa Opera Paraná tem papel fundamental na melhoria da qualidade de vida da população. Segundo ela, o programa reduziu filas de espera, ampliou significativamente a oferta de cirurgias e aproximou o atendimento das pessoas, permitindo que pacientes com dores crônicas ou limitações de mobilidade retomem suas atividades diárias, o trabalho e o lazer com mais saúde. “Em Irati, atualmente não há filas de espera pelo Opera Paraná e, somente em 2025, já realizamos 540 cirurgias. O acesso ocorre de forma organizada, iniciando na Unidade Básica de Saúde, passando pela avaliação médica e especializada, até a realização da cirurgia em hospital conveniado ao SUS, sem nenhum custo para o paciente”, afirma.


Outra história que ilustra o impacto do Opera Paraná é a de Edazir Aparecida Pereira, trabalhadora de serviços gerais e moradora de Imbituva, que enfrentava uma infecção grave no ouvido e perda significativa da audição. “Eu não tinha dor, mas não escutava nada do ouvido direito, o que assustou os médicos. Isso me afetava muito”, conta.


Após exames e encaminhamento, a cirurgia foi realizada no Hospital do Rocio, em Campo Largo. “O atendimento foi maravilhoso. Tudo que o doutor falou sobre tempo de espera aconteceu exatamente como ele disse”.

Edazir enfrentava uma infecção grave no ouvido e perda auditiva – Foto: Sthefany Brandalise

O pós-operatório trouxe uma mudança imediata na rotina. “Voltar a ouvir muda tudo. Muda o humor, a alegria. Eu tinha vergonha de pedir para repetir. Fingia que entendia. Hoje isso é qualidade de vida”, explica.

Edazir também fez questão de destacar sua admiração pessoal pelo secretário de Estado da Saúde durante a conversa. “Eu sou muito fã do Beto Preto. Adoro o trabalho dele. Ele incentiva muito a vacinação, fala da importância, orienta as pessoas. O trabalho dele é maravilhoso”.


Durante a ligação com Beto, Edazir se emocionou ao relatar sua recuperação ao secretário. “Hoje eu estou ouvindo bem, graças a Deus. Ainda estou em recuperação, mas praticamente 100%. O Opera Paraná mudou completamente a minha vida”, afirma.


O prefeito de Imbituva e presidente do CIS/Amcespar, Bertoldo Rover, destaca a importância do programa. “Foi uma inovação, foi um auxílio enorme nas especialidades que estavam com filas paradas e está ajudando muito os municípios. Eu pessoalmente acho que nós temos um SUS diferenciado no Paraná. Pelas especialidades, pelos acompanhamentos dentro da área da saúde do governo do estado, claro, do SUS do Paraná”, disse.


Já o secretário de Saúde de Imbituva, José Valdenei Menon, reforça o impacto da iniciativa. “A minha intenção quanto secretário é agradecer e reconhecer o trabalho do nosso secretário de Estado, doutor Beto Preto. Muito obrigado pelo cuidado com a nossa população, por ter todo esse cuidado, dessa agilidade, dessa praticidade com essa nossa população. Cada ato médico, cada procedimento, ele não é só mais um procedimento. Ele é mais um paciente que retorna ao seu lar com menos dor”, finaliza.

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