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Trabalho integra conjunto de ações de prevenção conduzidas pela Secretaria de Meio Ambiente, com foco no escoamento da água e na redução dos impactos das chuvas em áreas urbanas
Os trabalhos acontecem como forma de evitar possíveis alagamentos e enchentes na cidade - Foto: Sthefany Brandalise

Esther Kremer

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A Prefeitura de Irati está intensificando o trabalho de desassoreamento do Rio das Antas, em diversos trechos considerados cruciais para o bom fluxo de água, como parte de um conjunto de medidas preventivas voltadas à redução dos riscos de alagamentos e enchentes no município. A ação é coordenada pela Secretaria de Meio Ambiente e ocorre em um momento em que a administração busca antecipar intervenções diante da possibilidade de períodos de chuva mais intensa.

Em entrevista, o secretário de Meio Ambiente, Alessandro Trybek, explicou que a intervenção é necessária por causa das próprias características geográficas da cidade. Segundo ele, o perímetro urbano de Irati é cortado por canais hídricos, especialmente pelo Rio das Antas, e a cidade se desenvolveu em uma área de “fundo de vale”, o que aumenta a vulnerabilidade a extravasamentos em períodos de grande precipitação. “Esse trabalho de desassoreamento é extremamente necessário, a limpeza e a ampliação da capacidade de fluxo do rio são medidas essenciais para evitar que a água atinja casas, empresas e até o centro da cidade”, afirmou o secretário.

O secretário explicou ainda que esse tipo de serviço depende de licenças e autorizações ambientais, o que exige planejamento técnico e trâmite legal antes do início de cada etapa. Segundo ele, o município já executou intervenções anteriores em outros pontos da cidade, como no Arroio do Nhapindazal, onde foi feito cerca de um quilômetro e meio de desassoreamento, e também em trechos da Vila São João, considerados críticos por causa da obstrução do canal e do risco de a água atingir residências. Agora, a atuação avança sobre o canal principal do Rio das Antas.

De acordo com Trybek, o trabalho realizado começou ainda no fim do ano passado e vem sendo desenvolvido ao longo dos últimos meses, embora nem sempre de forma contínua, em razão de fatores como chuva, necessidade de manutenção das máquinas e apoio logístico com caminhões.

Segundo o prefeito Emiliano Gomes, o combate aos alagamentos não depende apenas da dragagem do rio, mas de um conjunto de ações complementares. “Como limpeza e desobstrução de bueiros, manutenção de pontes, uso de caminhão a vácuo e retirada de material acumulado nas margens e no leito. Tudo isso é feito pensando em reduzir danos, não deixar realmente que situações extremas aconteçam e todo o time esta mobilizado neste trabalho”, explicou.

O secretário também destacou que esse esforço não é isolado da pasta ambiental. Segundo ele, outras áreas da administração municipal atuam em parceria, como o Pátio de Máquinas e os Serviços Urbanos, especialmente nos casos em que é necessário remover o material retirado do rio. Para a prefeitura, a soma dessas intervenções já começa a produzir efeitos.

Ao falar sobre os próximos passos, o secretário disse que a intenção é ampliar as intervenções para outros pontos do município, inclusive na área central, em especial nos trechos onde o rio está mais afunilado. Ele afirmou que a orientação do prefeito é adiantar o máximo possível as ações capazes de evitar problemas futuros. “Esse também é um trabalho de prevenção, uma forma de operação diretamente ligado aos alertas emitidos pela Defesa Civil e à necessidade de preparar a cidade para períodos de maior volume de chuva”.

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