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Prefeitura de Irati avança em projeto para criar espaço exclusivo aos caminhoneiros

Proposta da ATIR prevê pátio seguro, oficina, borracharia e outros serviços, com objetivo de melhorar a rotina dos caminhoneiros e o trânsito urbano
Foto: Maps

Esther Kremer

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Em homenagem ao Dia do Motorista, no dia 25 de julho, a Folha de Irati traz uma matéria envolvendo um assunto que deve trazer diversos benefícios, não apenas para a categoria, mas para todos os munícipes. A criação da Cidade Amiga do Caminhoneiro, proposta que segue em discussão avançada e vem sendo construída desde o período de campanha da gestão Emiliano Gomes, que deve reorganizar um espaço para estacionamento de veículos pesados, melhorar as condições de trabalho da categoria e reduzir impactos no trânsito urbano.


O projeto é defendido pela ATIR (Associação dos Transportadores de Irati e Região) e, segundo o presidente da entidade, Juliano Santa Clara, a ideia surgiu a partir de uma dificuldade antiga enfrentada pelos motoristas, sendo a falta de um local adequado para guardar os caminhões ao fim das viagens.


O prefeito Emiliano Gomes avalia o projeto como extremamente importante para a melhoria da mobilidade urbana. “Desde a nossa campanha pensamos em desenvolver ações que minimizem o tráfego de caminhões em trechos urbanos da cidade. Em parceria com a ATIR, estamos discutindo a implantação de um espaço específico para que os caminhões permaneçam quando não estiverem em viagem”, disse.

Foto: Esther Kremer


Hoje, segundo Juliano, muitos profissionais acabam deixando os veículos em vias, muitas vezes movimentadas, não por escolha, mas por não terem outra opção. “Hoje a gente acaba deixando os caminhões em avenidas, em ruas, em praças. Suscetíveis a assalto, a furtos e acidentes. E até mesmo, às vezes, atrapalhando algumas vias. Mas tudo isso ocorre por falta de opção”, afirmou.


A proposta, segundo Emiliano, é justamente concentrar em um único espaço a estrutura necessária para atender a rotina da categoria. A ideia inclui um pátio de estacionamento com monitoramento, alarme, vigilância 24 horas e cercamento, além de serviços outros serviços que melhorem e otimizem o tempo do motorista. “A ideia é que a própria ATIR faça a gestão desse espaço. Com isso, conseguiremos reduzir o número de caminhões estacionados por longos períodos em ruas estreitas e em áreas residenciais, melhorando a organização da cidade”, explicou.

“80%”
Possível número de caminhoneiros que devem aderir ao espaço


Na avaliação da Associação, o benefício não seria apenas para os caminhoneiros. A cidade como um todo também ganharia com a retirada de parte significativa dos veículos pesados do perímetro urbano. Segundo Juliano, a expectativa é de que, com o tempo, mais de 80% dos caminhoneiros passem a aderir ao espaço.


Embora o local ainda não tenha sido oficialmente definido, a Associação trabalha com a perspectiva de que a estrutura seja implantada nos arredores de Irati, próxima de alguma das principais rodovias que cortam o município, como a BR-277 ou a BR-153.


Juliano afirma que o modelo não é inédito e já funciona em outras regiões do país, especialmente no Rio Grande do Sul, onde cooperativas e associações mantêm há anos estruturas semelhantes para estacionamento e apoio aos caminhoneiros. Para ele, isso mostra que o projeto é viável e pode dar certo também em Irati. “O Rio Grande do Sul tem muito disso, esses exemplos mostram que é algo que dá certo”, observou.

Os caminhoneiros Marcelo e Juliano, junto do prefeito Emiliano – Foto; Nilton Pabis


Outro argumento usado pela Associação é a redução de custos operacionais. Juliano cita que hoje muitos caminhoneiros precisam atravessar a cidade várias vezes para fazer manutenção em oficinas espalhadas por diferentes bairros. “Para você entrar com o caminhão carregado do trevo da cidade até o Rio Bonito, vamos dar um exemplo, e sair novamente, você tem um custo de no mínimo R$ 100 em combustível”, disse. Para ele, reunir estacionamento, oficina e demais serviços em um só local diminuiria esse tipo de gasto e também a perda de tempo.


Por fim, Emiliano ressaltou que a centralização de serviços trará benefícios diretos para os transportadores e para toda a população. “A centralização gerará um ganho significativo de tempo e de dinheiro para a classe transportadora. Além disso, vai melhorar a trafegabilidade, já que os veículos pesados deixarão de ocupar vagas nas ruas dos bairros e da área central. É um ganho enorme para toda a cidade”, concluiu.

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