Luiza Lobo
A contagem regressiva para a 1ª ExpoMate de Cruz Machado chegou ao fim, movimentando a cidade com uma programação que une o potencial econômico à tradição cultural. O evento, que aconteceu no Estádio Municipal Castelo Branco entre os dias 17 e 19 de abril, marca um momento histórico para o município. A feira surge como uma vitrine para as potencialidades locais, reforçando o compromisso da gestão com o desenvolvimento e a valorização da identidade regional com a produção ervateira.
O motivo central da celebração é o reconhecimento nacional do município. Segundo o prefeito Carlos Nowak, a festa é uma forma de honrar toda a cadeia produtiva. “Nós estamos comemorando o dia 20 de abril o título que foi construído para Cruz Machado como capital da erva-mate sombreada. Estamos fazendo a festa para valorizar o produtor, as pessoas que estão fazendo os seus raídos de erva, a pessoa que está guinchando do mato essa erva e as ervateiras, levantando o nome do município para a região, para o Brasil e para o mundo”, afirmou o prefeito.

Foto: Reprodução
A força do setor é traduzida em números impressionantes. Cruz Machado conta com mais de cinco mil produtores e uma produção que atinge centenas de milhares de quilos diariamente. “Hoje a maior fonte de arrecadação no município é a erva-mate”, completou o prefeito.
A estrutura foi montada para receber um grande público com entrada gratuita todos os dias. A programação artística foi um dos grandes atrativos, contando com nomes de peso: na sexta-feira (17), o grupo Os Atuais abriu as festividades às 21h; no sábado (18), o palco recebeu o tradicionalismo de Baitaca, também às 21h; e o domingo (19) reservou uma dose dupla, com Santo Fole às 18h e a banda Traia Véia às 20h30. Além dos shows, a Prefeitura preparou uma praça de alimentação focada em lanches rápidos e espaços de exposição que funcionaram como um “plano piloto” para medir o sucesso desta primeira edição e projetar eventos ainda maiores no futuro.
Para além das cifras, a erva-mate define o modo de vida local. O secretário de Agricultura, Daniel Waligura, destaca que o impacto do evento atinge o coração das famílias. “Além da economia, que mantém muitas propriedades, tem a questão cultural. Desde criança você tem o costume de tomar chimarrão. Essa questão vai além da economia, é uma questão de socialização. Onde você chega no comércio, estão te oferecendo chimarrão; é uma coisa muito bonita”, explicou o secretário.
A Prefeitura finalizou, durante a semana, os preparativos no Estádio Castelo Branco, visando valorizar tanto o trabalhador rural quanto o comerciante local. Como o próprio prefeito destacou, o evento funcionou como um teste para explorar a questão da erva-mate e alavancar o município. A ideia é que o fluxo de visitantes de toda a região injete recursos no comércio local, consolidando Cruz Machado como um polo turístico e industrial através da sua maior riqueza natural. No domingo, o evento ganhou ainda o reforço do Encontro de Carros Antigos, garantindo lazer para todos os perfis de público.