Redação, com informações Intervalo DA Noticias e G1
O homem apontado como autor do ataque a tiros ocorrido na madrugada de sábado (27), na área rural Terra Cortada, em Prudentópolis, foi preso pelo 16º Batalhão da Polícia Militar do Paraná na segunda-feira (29). O ataque criminoso deixou ao menos sete pessoas feridas, entre elas três crianças, e resultou na morte de um bebê de nove meses, filha do principal suspeito.
O acusado foi localizado no bairro Ronda, na área urbana do município, após dois dias de diligências realizadas de forma conjunta pela Polícia Militar e pela Polícia Civil. A prisão ocorreu depois que o veículo utilizado na fuga foi encontrado abandonado, o que contribuiu para o avanço das investigações.
Segundo informações da PM, o ataque está relacionado a uma ocorrência de violência doméstica registrada horas antes do crime. Após ameaças com arma de fogo, a companheira do suspeito deixou a residência e buscou abrigo na casa de familiares. Durante a madrugada, o homem retornou armado ao local e efetuou diversos disparos contra as pessoas que estavam no interior do imóvel. Há indícios de que ele não agiu sozinho.
De forma preliminar, a Polícia Militar informou que a morte do bebê não foi causada por disparos de arma de fogo. Exames iniciais indicam que a criança morreu por asfixia acidental durante a tentativa de fuga da mãe pela mata, enquanto tentava protegê-la do ataque.
A identidade do preso não foi divulgada. A Polícia segue com a investigação para apurar todas as circunstâncias do crime e definir as acusações formais, que podem incluir homicídio, tentativas de homicídio, violência doméstica, ameaça e disparo de arma de fogo.
RELEMBRE O CASO
Um ataque a tiros registrado na madrugada de sábado (27) causou comoção em Prudentópolis. O crime ocorreu na localidade de Terra Cortada, área rural do município, e resultou na morte de um bebê de nove meses, além de deixar sete pessoas feridas, entre adultos e crianças. A ocorrência é investigada como homicídio qualificado, tentativas de homicídio, lesão corporal de natureza gravíssima, ameaça e disparo de arma de fogo.
De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná, os fatos tiveram início ainda na noite de sexta-feira (26), quando uma mulher de 25 anos procurou a 4ª Companhia da PM relatando ter sido ameaçada pelo convivente, de 28 anos, dentro da residência onde o casal morava. Segundo o registro policial, o homem teria feito ameaças com o uso de arma de fogo. Após o atendimento inicial, equipes da PM realizaram buscas, porém o suspeito não foi localizado naquele momento.
Por medida de segurança, a mulher foi escoltada por uma viatura policial até a residência para retirar alguns pertences pessoais e, posteriormente, foi encaminhada para a casa de familiares, localizada na mesma comunidade rural, onde passou a noite acompanhada de outras pessoas da família. No local, ao todo, 11 pessoas estavam reunidas, entre adultos e crianças.
Por volta das 4h da madrugada de sábado, aproximadamente 30 minutos após a saída da equipe policial do primeiro atendimento, o homem retornou armado à residência dos familiares da vítima. Conforme relatos, ele estava acompanhado de um segundo indivíduo, ainda não identificado. No local, efetuou diversos disparos de arma de fogo contra o imóvel e contra as pessoas que estavam no interior da casa, utilizando uma pistola calibre 9 milímetros e uma espingarda calibre 12.

A residência ficou completamente marcada por perfurações de tiros, janelas quebradas e grande quantidade de sangue espalhada pelo chão e pelas paredes. Durante o ataque, sete pessoas foram atingidas. Entre as vítimas estão três crianças e quatro adultos.
As crianças feridas foram identificadas como um menino de 11 anos, atingido por disparo de espingarda calibre 12 na perna, com ferimento grave; um menino de 7 anos, ferido por estilhaços na região dos olhos; e uma menina de 11 anos, atingida por um disparo na região do crânio. Segundo informações repassadas à polícia por profissionais de saúde, a sobrevivência da menina foi considerada um “milagre”, já que, se o projétil tivesse atingido poucos centímetros acima, o ferimento seria fatal.
Entre os adultos, um homem de 34 anos foi baleado nas costas e no antebraço; um homem de 24 anos sofreu ferimentos durante o ataque; e duas mulheres, de 29 e 32 anos, também ficaram feridas. Algumas vítimas precisaram ser encaminhadas para unidades hospitalares da região, incluindo o Hospital Santa Tereza, em Guarapuava. Conforme informações médicas, apesar da gravidade dos ferimentos, nenhuma das vítimas hospitalizadas corre risco imediato de morte.
Durante o ataque, a mulher de 25 anos conseguiu fugir da residência levando a filha de nove meses nos braços e correu em direção a uma área de mata próxima, na tentativa de escapar dos disparos. Vizinhos acionaram a Polícia Militar e relataram que havia pessoas feridas escondidas no matagal.
Durante as buscas, os policiais localizaram a mulher com o bebê no colo, já sem sinais vitais. Equipes de socorro realizaram manobras de reanimação, porém a criança não resistiu. De forma preliminar, não foram constatados indícios de perfuração por arma de fogo no corpo da bebê. A principal suspeita é de que a morte tenha ocorrido por asfixia acidental, possivelmente causada durante a tentativa da mãe de conter o choro da criança enquanto se protegia dos tiros. A causa da morte será confirmada por meio de exames realizados pela Polícia Científica.
Ainda durante o atendimento da ocorrência, moradores relataram que o principal suspeito teria feito uma ligação telefônica afirmando que iria até o hospital “terminar o serviço”. Diante da ameaça, equipes da Polícia Civil foram acionadas para reforçar a segurança na unidade hospitalar, garantindo a integridade das vítimas, profissionais de saúde e demais pessoas presentes.
Em diligências realizadas após o ataque, a Polícia Militar localizou o veículo utilizado pelo suspeito abandonado em meio à mata. Na residência do pai do principal suspeito, um homem de 53 anos, foram apreendidas armas de fogo sem registro, um aparelho celular e cartões de memória de câmeras de segurança. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.
No local do crime, a Polícia Científica recolheu estojos de munição de pistola calibre 9mm, estojos e projéteis de calibre 12, buchas e chumbos, que foram encaminhados para análise pericial e devem auxiliar na investigação.
O caso mobilizou forças de segurança por dois dias, até a prisão do principal suspeito na segunda-feira (29). As investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do crime e identificar o segundo envolvido no ataque.