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Novo levantamento da Paraná Pesquisa mostra cenário da corrida ao governo do Paraná

Levantamento mostra senador com ampla vantagem nos dois cenários avaliados; Sandro Alex apresenta crescimento em relação à pesquisa anterior

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Com a abertura da Copa do Mundo, a tendência é que a atenção da população se volte quase integralmente para o desempenho da Seleção Brasileira, reduzindo temporariamente o espaço da política no debate público. Historicamente, grandes eventos esportivos mobilizam emoções, redes sociais, veículos de comunicação e conversas do cotidiano, fazendo com que temas eleitorais percam protagonismo durante o período da competição. Para pré-candidatos e lideranças políticas, isso significa uma espécie de “pausa estratégica” na disputa pela atenção do eleitorado. No Paraná e em todo o país, a expectativa é de que pesquisas, articulações e movimentos políticos tenham menor repercussão enquanto o Brasil permanecer na competição. Somente após a eliminação da Seleção ou o encerramento do Mundial é que a corrida eleitoral de 2026 deverá retomar seu ritmo mais intenso, com maior interesse da população pelos cenários, alianças e possíveis candidaturas.

Mas antes disso o Instituto Paraná Pesquisa do estatístico Murilo Hidalgo foi as ruas para saber o que pensa o eleitorado paranaense sobre a escolha do próximo governador do Paraná e também das duas vagas de senadores.

A mais recente pesquisa eleitoral realizada pelo Instituto Paraná Pesquisas para a sucessão do Governo do Paraná aponta o senador Sergio Moro como líder isolado na corrida eleitoral de 2026. O levantamento foi realizado entre os dias 7 e 9 de junho, ouvindo 1.500 eleitores em 56 municípios paranaenses.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-06978/2026, a pesquisa possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,6 pontos percentuais para mais ou para menos. Do total de entrevistados, 703 eram homens e 797 mulheres. Em relação à escolaridade, 1.114 participantes declararam possuir até o Ensino Médio.

Moro lidera com folga no cenário completo

No primeiro cenário apresentado aos entrevistados, com todos os possíveis candidatos, Sergio Moro (PL) aparece com 42,3% das intenções de voto. Na sequência surgem Requião Filho (PDT), com 19,9%, e Rafael Greca (MDB), com 13,9%. O deputado federal Sandro Alex(PSD) registra 10,7%.

Completam o cenário Tony Garcia(DC), com 1,4%, e Luiz França(Missão), com 0,9%. Os eleitores que não souberam ou não opinaram somam 4,1%, enquanto 6,8% declararam voto branco, nulo ou em nenhum dos nomes apresentados.

Sem Greca, Moro amplia vantagem

Em um segundo cenário, sem a presença de Rafael Greca, Moro amplia sua vantagem e alcança 47,3% das intenções de voto.Requião Filho aparece com 23,5%, seguido por Sandro Alex, que sobe para 12,8%. Tony Garcia registra 1,9% e Luiz França, 1,5%.Os indecisos representam 5,4%, enquanto os votos brancos, nulos ou em nenhum candidato somam 7,5%.

Comparação com maio mostra crescimento de Sandro Alex

Na comparação com o levantamento divulgado em maio, Sergio Moro apresentou oscilação negativa de 1,9 ponto percentual, passando de 49,2% para 47,3%.Já Sandro Alex registrou crescimento de 1,8 ponto percentual, avançando de 11,0% para 12,8%.Requião Filho manteve estabilidade dentro da margem de erro, variando de 23,7% para 23,5%.

Os números indicam uma movimentação gradual no cenário eleitoral, embora a vantagem de Moro permaneça ampla. A distância entre o líder e o segundo colocado segue superior a 20 pontos percentuais.

Requião Filho lidera rejeição

O levantamento também mediu o índice de rejeição dos possíveis candidatos ao Governo do Estado.

Requião Filho aparece como o nome mais rejeitado pelos eleitores, com 35,0%. Em seguida estão Sergio Moro, com 23,6%, e Rafael Greca, com 13,2%.

Observando a pesquisa atual, os 19,9% a 23,5% de Requião Filho se aproximam do chamado “piso eleitoral” histórico da esquerda paranaense. Em outras palavras, ele parece estar capturando praticamente o eleitorado progressista mais fiel, mas ainda não demonstra ter avançado de forma significativa sobre os eleitores de centro, que normalmente são decisivos para levar um candidato ao segundo turno ou torná-lo competitivo em uma disputa majoritária.

Por isso, muitos analistas consideram que a barreira estratégica para a esquerda no Paraná não é chegar aos 20%, mas sim ultrapassar os 30% a 35%, faixa em que passa a disputar votos fora do seu núcleo tradicional e se torna efetivamente competitiva para vencer uma eleição estadual. Atualmente, a pesquisa sugere que esse movimento ainda não ocorreu, devido ao Bolsonarismo acentuado que existe no Paraná limitando o crescimento da esquerda representada por Requião Filho.

Disputa ao Senado segue aberta

A pesquisa também avaliou possíveis cenários para a eleição ao Senado Federal.

No primeiro quadro apresentado, o ex-senador Alvaro Dias lidera com 37,7%. Na sequência aparecem: Deltan Dallagnol – 28,1%, Gleisi Hoffmann – 25,2%, Filipe Barros – 24,2%, Alexandre Curi – 23,4%, Cristina Graeml – 13,1%, Dr. Rosinha – 7,6% e Luiz Carlos Hauly – 3,5%.

Sem Alvaro Dias, disputa fica embolada

Quando o nome de Alvaro Dias é retirado da pesquisa, o cenário para o Senado torna-se mais equilibrado.

Deltan Dallagnol aparece com 30,5%, seguido muito de perto por Filipe Barros, com 30,0%, e Alexandre Curi, com 28,9%. Gleisi Hoffmann registra 27,9%, enquanto Cristina Graeml alcança 17,4%. Dr. Rosinha soma 11,6% e Luiz Carlos Hauly aparece com 4,7%.

O cenário demonstra que, sem a presença de Alvaro Dias, a disputa pelas vagas ao Senado tende a ser uma das mais acirradas das eleições paranaenses de 2026.

Deltan Dallagnol aparece hoje como um dos favoritos ao Senado no Paraná. Com cerca de 30% das intenções de voto nos cenários sem Alvaro Dias, ele lidera numericamente a disputa e demonstra força especialmente entre os eleitores de direita e conservadores. Seu alto nível de conhecimento público, herdado da Lava Jato, e uma rejeição relativamente baixa fortalecem sua candidatura. Além disso, pesquisas recentes indicam que Deltan é o principal nome citado para o primeiro voto ao Senado. Seu maior desafio é a concorrência com outros candidatos do mesmo campo político, como Filipe Barros, mas, neste momento, ele figura entre os postulantes com maiores chances de conquistar uma das duas vagas em disputa.

Alexandre Curi surge como um dos nomes mais competitivos na disputa pelo Senado, especialmente em um cenário sem Alvaro Dias. A pesquisa mostra que ele já aparece próximo dos líderes, impulsionado pela forte estrutura política construída na Assembleia Legislativa e pela proximidade com o grupo do governador Ratinho Junior. Seu principal desafio é ampliar o nível de conhecimento junto ao eleitorado estadual. Caso receba o apoio consolidado do grupo governista e mantenha o ritmo de crescimento, tem condições reais de disputar uma das vagas ao Senado em 2026.

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