Irati PR, 17:18, 18°C

Papo Confidencial – Nº3155

Acompanhe mais um Papo Confidencial com a participação especial de Rosinha, Maricha e Frieda

Mudando de cor

Receba em primeira mão as notícias de Folha de Irati no seu WhatsApp!
Inscreva-se

Tem prefeito mudando de cor de tanto trabalhar sob o sol nesta reta final de campanha. Leandro Jasinski, por exemplo, adotou o estilo “visita a campo e reunião” para buscar votos. A meta é entregar a Hussein Bakri mais de três mil votos, promessa que, agora, terá de passar pelo teste das urnas. Para deputado federal, a base de Leandro está dividida entre Beto Preto, Marcelo Rangel, Leandre Dal Ponte e Aliel Machado. No estadual, a conta parece mais concentrada; no federal, cada um tem seu favorito.

Foto: Reprodução

Irati

Emiliano Gomes apostou em reuniões e vídeos, foi a campo e participou de vários encontros para falar de seus candidatos: Sandro Alex, Curi, Hussein Bakri e os nomes a deputado federal Beto Preto, Marcelo Rangel, Toninho Vancher, Beto Richa e outros. Para deputado estadual, fechou o apoio em um único nome.

Foto: Esther Kremer

Fernanda Sardanha

A prefeita Fernanda Sardanha manteve a “ordem unida”, tirou férias junto com vários secretários e o grupo foi a campo. Está fazendo campanha como se a eleição também fosse sua e, na política, às vezes é mesmo. Mostrar os feitos do time de deputados que representa, transferir votos para Sandro Alex e demonstrar seu potencial de liderança são as metas de Fernanda.

Prud

O prefeito de Prudentópolis, Adelmo Klosowski, mesclou vídeos e reuniões nas comunidades para captar votos e mostrar que tem liderança no município. Prudentópolis recebeu uma quantidade significativa de investimentos do Governo; agora, chegou a hora de tentar transformar obras em votos porque, em política, até inauguração costuma vir acompanhada de expectativa eleitoral. As eleições também servem como termômetro para a disputa à Prefeitura. Isso vale não só para Prudentópolis, mas para a região como um todo.

Foto: Reprodução

Meta

A credibilidade dos prefeitos também será medida pelo desempenho dos deputados estaduais e federais que representam. Em Mallet, por exemplo, as lideranças mais expressivas da situação e da oposição trabalham para Sandro Alex. Por isso, o desempenho dos candidatos a deputado ajudará a medir a força política do prefeito. Se o prefeito estiver bem, isso pode ajudar na transferência de votos. Se estiver mal, a tarefa fica mais difícil, voto não é encomenda com entrega garantida.

Debate

O debate de terça-feira (29) serviu, sobretudo, para desmentir fake news e render bons recortes para as redes sociais. “Parecia mais briga da piazada na escola”, comentou Maricha. Política em horário nobre, recreio no conteúdo. Quem pareceu mais “de boa” foi Requião Filho. Como as pesquisas indicam chances menores de vitória, não se estressou e, segundo a avaliação do eleitorado citada por Rosinha, teve o melhor desempenho. Sergio Moro, por sua vez, mostrou um perfil mais agressivo e provocativo. Sandro Alex também exibiu seu lado mais combativo e buscou se aproximar de Flávio Bolsonaro, apontado como o candidato de melhor desempenho no Paraná. A avaliação é de Rosinha: “pouco proveito, muita diversão”.

Discrepância

A região da Amcespar recebeu um volume expressivo de investimentos do Estado durante o governo Ratinho Junior, responsável pela maior parte dos recursos que atenderam demandas antigas da região. Entre os deputados que viabilizaram os maiores investimentos, sem desconsiderar as diferenças de estrutura e atuação entre os mandatos, estão Hussein Bakri, junto com Alexandre Curi, com valores acima de R$ 130 milhões, e Beto Preto, com cerca de R$ 44 milhões. As informações são da Secretaria de Planejamento e incluem obras em andamento ou em licitação. Os dados apontam uma discrepância expressiva em relação aos valores associados a outros deputados estaduais e federais.

Nova chefe

A 4ª Regional de Saúde está com nova chefe. Cleonice Schuck foi nomeada no lugar da servidora de carreira Cristiana Schvaidak. A nomeação veio por indicação do líder do Governo, deputado Hussein Bakri. Cleonice ainda não está efetivamente na ativa, mas, com espírito trabalhador e perfil de comando, deve imprimir seu ritmo de trabalho até o fim do ano. O prazo é curto, mas, na política, até dezembro pode render bastante assunto.

Foto: Esther Kremer

2027

Todos os chefes são exonerados ao final do ano. A permanência dependerá de quem assumir o governo e do método de governar adotado. O sistema de nomeações e indicações para os cargos também poderá mudar. Se Sandro Alex for o vitorioso, Cleonice tem proximidade e confiança suficientes para aspirar a outros ares. Na política, o vento muda; o importante é estar bem posicionado quando isso acontecer.

Lá pergunta

Muita gente comentou e perguntou à Frieda: “por que Cleonice, que já foi prefeita de Fernandes Pinheiro e é bem-sucedida no mundo empresarial, busca a chefia da 4ª Regional de Saúde?” É um espaço de liderança, mas também traz novas atribuições. É difícil responder. Uma das hipóteses é que ela queira mostrar capacidade e superar desafios, principalmente ajudando a Santa Casa de Irati junto à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), trabalho que rendeu elogios a Cris.

Elogio

A servidora de carreira e vereadora de Rio Azul, Cristiana Schvaidak, recebeu vários elogios pela gestão à frente da 4ª Regional de Saúde. Beto, enquanto secretário, a considera uma das melhores chefes de regional do Paraná. Como Cris já foi secretária de Saúde e diretora da 4ª Regional, conseguiu fazer uma boa gestão, especialmente diante do grande volume de obras que o Estado está realizando. Destravou processos e agilizou os trâmites para que as obras acontecessem, tarefa que, como se sabe, nem sempre anda na velocidade da placa de inauguração.

Foto: Reprodução

Foram feitas as apostas

“Pena que Lula proibiu as bets”, ironizou Frieda. É que, nesta reta final eleitoral, já dá para fazer apostas sobre o resultado no Paraná, principalmente para deputado federal e senador. A urna, porém, não aceita palpite como voto. Na região, há muita expectativa. Quem tem chance real de conquistar uma cadeira e ampliar a votação é o líder do governo, Hussein Bakri (PSD). Ele trabalha para ser um dos mais votados do Estado e deve disputar espaço com outros nomes do partido, como Gugu Bueno e Marcio Nunes.

 Rosinha Diná…

Alguns estudos que chegaram à Rosinha apontam probabilidades eleitorais e podem dar uma prévia de quem tem chances de se eleger no próximo domingo (04). Nada de previsão da “Mãe Diná”, é conhecimento profundo. O PSD, partido do governador Ratinho Junior e do candidato Sandro Alex, por exemplo, deve eleger entre quatro e cinco deputados federais e cerca de 15 estaduais, formando a maior bancada da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) no próximo mandato.

A Federação PP e União Brasil devem eleger cinco deputados estaduais e seis federais. O Republicanos pode eleger três estaduais e dois, no máximo, três federais. É no Republicanos que está o ex-prefeito e candidato a deputado federal Jorge Derbli. O MDB deve eleger três estaduais e um federal. A Federação PSDB e Cidadania pode eleger apenas um deputado estadual e um federal. Na sobra, o Avante ainda pode conquistar uma vaga na Alep, no chamado “rebolo”. Os partidos citados pertencem ao grupo aliado a Sandro Alex.

Outra bancada

Já o PL, que tem Sergio Moro como candidato ao Governo, deve formar a segunda maior bancada, com uma estimativa de dez deputados estaduais e quatro federais. O Podemos pode eleger dois estaduais e um federal, se a projeção se confirmar. O Novo pode fazer dois estaduais e três deputados federais. Mas sempre tem surpresas por aí. Jeffrey Chiquini está cotado para ser um dos mais bem votados do estado. A onda Boslonarista do estado e o discurso sem papas pode impulsionar o candidato, falando um pouco das verdades que o povo quer dizer.

A esquerda

A esquerda, que tem Requião Filho, do PDT, como candidato ao governo, pode eleger sete deputados na Assembleia, chegando a, no máximo, oito. Seriam cinco ou seis pelo PT, PV e PCdoB e dois pelo PDT. O PT ainda deve fazer cinco deputados federais; o PDT, um; e o PSB, mais um.

Sobra

Neste cálculo, as projeções para a Câmara dos Deputados somam 29 vagas, deixando uma cadeira para quem tiver o melhor índice no “rebolo”. Para a Assembleia, o estudo de bastidor prevê a distribuição direta de 50 vagas. Restariam outras quatro, que PSD, PL e PT poderiam conquistar, cada um, com mais uma cadeira. O Missão, que não aparece nas projeções anteriores, também pode conseguir uma vaga. É importante ressaltar que se trata apenas de uma projeção, baseada, segundo fontes da Rosinha, em avaliações do potencial de cada partido. Muitos fatores podem alterar os números, inclusive o comparecimento às urnas, esse detalhe que nenhuma planilha consegue obrigar.

Crescimento

Depois de vários escândalos no STF, o sentimento de antipetismo teria se intensificado, contribuindo para que Flávio Bolsonaro crescesse pelo menos quatro pontos nesta semana de campanha. Esse fator pode influenciar outras disputas e mudar alguns cenários. O movimento, somado aos debates e às articulações da reta final, pode ajudar a definir se haverá ou não segundo turno no Paraná.

Suas verdades

Maricha traz algumas análises interessantes. A situação é tão complexa que a diferença entre haver ou não segundo turno no Paraná seria de apenas dois a três pontos percentuais, estreita para uma campanha tão acirrada. Mesmo que haja segundo turno, alguns institutos apontam uma disputa entre Moro e Sandro Alex; outros, entre Moro e Requião Filho. O problema é que existem três verdades sobre as projeções: a turma de Sandro Alex diz que haverá segundo turno; o time de Moro afirma que tudo terminará no primeiro. A verdade verdadeira, como sempre, só saberemos no domingo, ao fim da tarde.

Leia outras notícias