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Papo Confidencial Nº 3153

Acompanhe mais um Papo Confidencial, com participação de Rosinha, Maricha e Frieda
Foto: Reprodução

Ratinho em Irati

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O governador RatinhoJunior, licenciado do cargo, fez carreata em Irati e Prudentópolis na sexta-feira (25), acompanhando Sandro Alex pelas ruas da cidade. É o estilo clássico: passar perto, acenar rápido e mostrar ao eleitor de quem está ao lado, apostando na transferência de voto.

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Moro é mais conhecido

Na espontânea, Moro cresce de 13% para 21%, Requião sobe de 7% para 11% e Sandro Alex salta de 4% para 9%. O dado que mais chama atenção é a queda dos indecisos, de 73% para 57% — sinal de que o eleitorado começa a fixar nome, ainda que a maioria siga sem candidato definido.

Ratinho forte

O potencial de voto de Sandro Alex cresceu de 22% para 34%, e quem não o conhece caiu de 62% para 47%. O governo estadual segue bem avaliado: 79% de aprovação, 69% de avaliação positiva, e 65% acham que Ratinho Junior merece eleger um sucessor, âncora pesada no campo governista.

Trabalho

Com a eleição na porta, o eleitor precisa pensar em quem dá o voto. Muitos candidatos regionais não têm trabalho que justifique a escolha, sobretudo em Irati. Sem citar nomes, é fácil analisar: tem candidato que estava no governo até poucos meses atrás e não viabilizou uma obra sequer para amparar a candidatura, mas embolsou salário do contribuinte paranaense. E, para piorar, nem está nos estudos. Pula de galho em galho para não perder a teta.

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Beto Preto em Irati

Na rabanada final de campanha, quem esteve em Irati nesta quinta-feira (24) foi o deputado federal Beto Preto, responsável por mais de R$ 44 milhões em investimentos na cidade, claro, com a mão do governo Ratinho Junior. Beto, que até então tinha entrada modesta por aqui, agora constrói marca importante. Se olharmos o gráfico de investimentos, outros federais não chegam perto, nem os que ocuparam cargos de secretário.

Hussein

Outro monstro em recursos foi Hussein Bakri, líder do governo, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões, mesmo considerando a participação de outros parlamentares, como Alexandre Curi e Sandro Alex. Só dois investimentos já justificam os votos: os mais de R$ 62 milhões em pavimentação e o Centro de Inovação Terra dos Pinheirais. Bakri poderia ter articulado para outros municípios, mas trouxe tudo para Irati.

Rangel também esteve

Marcelo Rangel também passou por Irati, num encontro com mulheres. Ele ainda carrega o recall da Mundi FM, onde tinha programa diário matinal antes do período eleitoral, o que potencializa sua votação. Rangel ainda faz dobradinha com Batatinha e Hussein, na tentativa de expandir os votos.

Dúvida

Na noite de quinta-feira (24), o candidato a deputado estadual Rafael Lucas (Podemos) fez evento com a deputada Leandre Dal Ponte (PSD) em Irati. Nada estranho, se Rafael não fosse um dos coordenadores de Moro em Irati e Leandre não tivesse sido secretária de Ratinho Junior. A dúvida de Maricha é simples: pediram voto para Moro ou para Sandro Alex? Ou para ninguém? De alguma forma, alguém foi traído. “E o traído, diz Maricha”, é o último a saber.

No cargo

Uma nova aposta assume a pasta da Saúde de Irati nesta sexta-feira (25). Angela, enfermeira que até então coordenava o posto Ildefonso Zanetti, vai comandar a Secretaria. É uma saída caseira, para validar o processo e melhorar uma estrutura difícil de acertar. Angela tem bom relacionamento com o funcionalismo e a missão de arrumar a casa, mas vai gastar muita atadura e esparadrapo. É a terceira secretária a assumir a pasta.

Pra Curitiba 

A agora ex-secretária Daniela foi convidada a assumir cargo na liderança da Assembleia, como consultora da saúde. Ela deve orientar processos e agilizar tramitações do segmento. Com a bagagem de quem trabalhou no Erasto Gaertner e liderou a implantação da unidade em Irati, assume nova função na equipe da Assembleia.

Discurso

O candidato Rafael Lucas tem destilado seu veneno para buscar voto do eleitorado iratiense. Na ACIAI, desferiu críticas vorazes à Saúde e ao deputado Beto Preto. Já na Faculdade São Vicente, foi inquirido por uma aluna sobre se o que fazia era permitido, campanha dentro de instituição de ensino. O vídeo mostra que desconversou e tentou negar antes de ver a sala esvaziar. Maricha questiona: “o que ele estava fazendo lá, então?”

Curi lidera disputa pelo Senado

A Quaest divulgada nesta quinta-feira (24) mostra disputa embolada pelas duas vagas ao Senado no Paraná. Somando as menções para a primeira e a segunda vaga, Alexandre Curi (Republicanos) lidera com 14%, seguido por Deltan Dallagnol (Novo) e Filipe Barros (PL), ambos com 11%. Gleisi (PT) aparece com 10%, e Dr. Rosinha (PT) e Cristina Graeml (PSD) somam 5% cada. Na espontânea, 76% não souberam citar nenhum nome.

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Gleisi Hoffmann – Wikipédia, a enciclopédia livre

Fotos: Reprodução Redes Sociais

Quem sobe e quem perde fôlego

Na comparação com 24 de agosto, Deltan (9% para 11%) e Filipe Barros (9% para 11%) avançaram. Cristina Graeml caiu de 8% para 5%, e Curi oscilou de 15% para 14%. Gleisi e Dr. Rosinha recuaram um ponto cada. Os indecisos subiram para 29%, e branco, nulo ou não vai votar ficaram em 13%.

Candidaturas na Justiça e voto ainda aberto

Embora o Senado seja um voto pelo qual os cabos eleitorais não brigam, a sondagem mostra que 58% dizem que o voto é definitivo, enquanto 42% admitem que ainda podem mudar até 4 de outubro. A pesquisa foi encomendada pela RPC. Deltan Dallagnol está com os atos de campanha suspensos por liminar do TSE, mas segue concorrendo até decisão final.

Senado: cenários diferentes

Na 1ª vaga, a briga é de três: Curi lidera com 18%, empatado tecnicamente com Deltan, que subiu de 14% para 16%, e com Gleisi, que caiu de 18% para 16%. Filipe Barros aparece com 10%. Na 2ª vaga, o cenário se inverte: Barros lidera com 12%, seguido por Curi com 9% e por Dr. Rosinha e Graeml, ambos com 7%. Deltan dobrou, de 3% para 6%.

Moro lidera, e Sandro Alex cresce

A Quaest desta quinta (24) mostra Sergio Moro (PL) na liderança ao governo, com 36%, leve queda ante os 37% de agosto. A novidade está atrás: Requião Filho (PDT) e Sandro Alex (PSD) empatados com 20% cada, mas em direções opostas. Requião recuou de 21% para 20%, enquanto Sandro subiu de 15% para 20%. O levantamento ouviu 804 eleitores entre 20 e 23 de setembro, com margem de 3 pontos e registro PR-02802/26.

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Nova chefe

A 4ª Regional de Saúde está com nova chefe. Cleonice Schuck foi nomeada para o lugar da secretária de carreira Cristiana Schuaidak, por indicação do líder do governo, deputado Hussein Bakri. Ainda não está efetivamente na ativa, mas, com espírito trabalhador e de comando, Cleonice deve imprimir seu ritmo de trabalho até o fim do ano.

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2027

Todos os chefes são exonerados ao final do ano. Daí em diante, tudo depende de quem assume o governo e do método de cada gestão — o sistema de nomeação por indicações pode ser outro. E, se Sandro Alex for o vitorioso, Cleonice tem proximidade e confiança suficientes para aspirar outros ares.

A pergunta

O que muita gente comentou, e perguntou a opinião de Frida, é por que Cleonice — que já foi prefeita de Fernandes Pinheiro e é bem-sucedida empresarialmente — busca a chefia da 4ª Regional de Saúde, espaço de liderança com novas atribuições. Difícil responder, mas uma das hipóteses é mostrar capacidade e superar desafios, especialmente ajudando a Santa Casa de Irati junto à Sesa, trabalho que Cristiana deixou com louvores.

Elogio

A servidora de carreira e vereadora de Rio Azul, Cristiana Schuaidak, recebeu vários elogios pela gestão à frente da 4ª Regional de Saúde. Beto a coloca como uma das melhores chefes de regional do Paraná. Como já foi secretária de Saúde e funcionária da própria Regional, conseguiu conduzir bem o grande volume de obras do Estado, destravando processos e agilizando trâmites para que as obras acontecessem.

O que mudou

O dado mais forte da rodada é a queda de Cristina Graeml, que despencou de 9% para 3% na 1ª vaga, ainda que tenha subido um ponto na 2ª. Deltan cresceu nas duas: 14% para 16% e 3% para 6%. Já Curi recuou na 2ª vaga, de 12% para 9%, o que sinaliza um eleitor que o vê como primeira escolha, mas não como segunda. Os indecisos na 1ª vaga subiram de 17% para 23%.

Segundo turno: com Sandro, jogo é pesado

Nas simulações, Moro vence Requião por 48% a 32%, embora tenha recuado dois pontos e o adversário crescido cinco. Contra Sandro Alex, a vantagem cai para 43% a 29%, com o governista saltando de 19% para 29%. No cenário sem Moro, Sandro supera Requião, com 38% contra 32% — invertendo agosto, quando o pedetista liderava.

Segundo turno

O resultado leva a eleição para segundo turno no Paraná. Com Moro em 36% e empate entre Requião e Sandro, ambos com 20%, ninguém alcança os 50% + 1 dos votos válidos. Os indecisos ainda pesam: 12% na estimulada e 57% na espontânea — com três nomes concentrando 76%, o restante do eleitorado não é pequeno o bastante para matar a disputa em turno único.

Alguns fatores

Os prefeitos, maiores transferidores de voto no momento, estão nas ruas pedindo voto, reflexo da reação no crescimento de Sandro Alex, que ainda tinha dificuldade de destravar a roda. Mas os assuntos de Brasília incomodam o eleitorado, e a falta de posicionamento de Sandro sobre temas como os problemas do STF ainda influencia a cabeça do eleitor.

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