
Assinado
O prefeito Emiliano Gomes colocou mais uma obra de peso na praça nesta quinta (14): assinou a licitação do tão aguardado Pronto Atendimento Municipal de Irati (PAM). A conta passa dos R$ 4 milhões na obra e soma mais R$ 2 milhões em móveis e equipamentos. Nos bastidores, a turma que carregou o piano faz questão de lembrar da articulação do deputado Hussein Bakri junto ao então secretário Beto Preto, além do empurrão político de Alexandre Curi e Moacyr Fadel. Emiliano quer correr contra o relógio e pretende ter a ordem de serviço em até 30 dias. Segundo Rosinha, em ano pré-eleitoral, obra grande não espera café esfriar.
Foto: Nilton Pabis
Reconhecimento
Na hora da assinatura, Emiliano fez questão de posar ao lado dos vereadores da base. O gesto teve endereço certo: agradecer pela agilidade na aprovação da compra do terreno, localizado ao lado do portal da cidade. O prefeito sabe que obra parada em Câmara vira novela mexicana. Rosinha ouviu pelos corredores que dois nomes trabalharam pesado no “modo silencioso”: João Henrique e Silvana. Enquanto uns gostam do microfone, outros preferem operar no bastidor, e às vezes resolvem mais.
Missão
O prefeito de Rio Azul e presidente da Amcespar, Leandro Jasinski, andou em missão diplomática fina. Participou da reunião com o reitor da Universidade de Varsóvia, professor Alojzy Nowak, o cônsul-geral Wojciech Baczyński e com o professor Marcio Fernandes, que representa a Unicentro. O recado foi claro: os poloneses querem abrir portas comerciais, culturais e acadêmicas no Paraná. Leandro já se colocou como ponte regional. Tem prefeito que viaja para tirar foto. Outros tentam trazer investimento na mala. “E vem muita diplomacia por aí”, disse Rosinha.
Foto: Leticia H. Pabis

Não Mais…
As fontes de coturno alto da Rosinha juram que o ex-prefeito Junior Benato não deverá disputar cadeira em Brasília. Apesar de ter se colocado à disposição para ser candidato a deputado federal no projeto de Sandro Alex, o martelo estaria sendo batido para outra missão: coordenar frentes estratégicas da campanha do PSD no interior. Ratinho Junior quer um verdadeiro exército eleitoral para transformar Sandro em nome estadual. Pelo jeito, Benato vai trocar santinho por mapa de guerra. E até porque tem deputada como Leandre Dal Ponte que poderia sair descapitalizada eleitoralmente com a candidatura.

Efervescência
A Câmara de Rebouças parece panela de pressão sem válvula. O vereador Alessandro Mazur acusou o presidente Jefferson Okamoto de racismo após um vídeo publicado nas redes sociais com um macaco falando sobre “procurar pelo em ovo”. O clima azedou de vez. Jefferson rebateu dizendo que Mazur sofre da “síndrome do holofote”. Nos corredores, vereador já compara sessão legislativa a reality show, só falta o paredão.
Foto: Reprodução
Prosopopeia
Mazur diz que Okamoto fala em respeito e preparo técnico, mas pratica ironia e desdém com colegas. “Título não define caráter”, disparou nos bastidores. Já o presidente mantém o tom professoral e segue colecionando embates. Em Rebouças, parece que cada sessão da Câmara termina com mais capítulos do que série de streaming.
Negou
O presidente Jefferson Okamoto voltou ao centro da turbulência após abrir espaço para defesa do médico Dr. Hugo no caso do Hospital Darcy Vargas, depois da Câmara barrar a possibilidade de o Executivo assumir a dívida trabalhista. O problema é que, segundo integrantes da Prefeitura, o mesmo espaço não teria sido dado à direção do hospital e nem para o prefeito se manifestar. Em política, que o presidente da Câmara manda, a régua muda conforme o convidado.
Desapropriação
Para tentar encerrar a novela do Hospital Darcy Vargas, o prefeito Laércio Cipriano pretende desapropriar o prédio. A medida seria uma forma de garantir segurança jurídica e evitar que o hospital vire palanque permanente de guerra política. Laércio sabe que saúde pública não combina com disputa de ego, mas em Rebouças o termômetro anda mais quente que sala de espera sem ar-condicionado.
São Francisco
O Hospital São Francisco de Assis, em Rio Azul, conseguiu finalizar o projeto exigido pela Sesa e agora prepara uma revitalização de R$ 7,5 milhões. Nos bastidores, muita gente colocou a mão na massa: o prefeito Leandro Jasinski, a chefe da 4ª Regional, vereadora Cristiana Schvaidak, o diretor Mario Tyrski e um grupo forte de médicos e lideranças locais encabeçados por Ronaldo Tisky, Alexandre Burko e Zé Carlos. Quando a política resolve trabalhar junto, até hospital ganha novo fôlego.
“400”
É o total de vagas abertas no mutirão de empregos em Irati. Tem empresário reclamando da falta de mão de obra e trabalhador escolhendo vaga. Cenário raro que mostra a cidade vivendo praticamente pleno emprego.
Rodada
A nova Paraná Pesquisa trouxe um detalhe que não passou despercebido: Sergio Moro parou de subir e começou a escorregar. Caiu de 46% para 42,6% e viu a rejeição crescer. Nada desesperador ainda, mas acendeu luz amarela no QG do senador. Enquanto isso, Requião Filho reapareceu respirando e Rafael Greca também perdeu altitude. Em campanha, quem estaciona começa a olhar o retrovisor. A pesquisa está registrada no TSE com o número PR-00323/2026 para os cargos de governador e senador.
Primeiro Turno
Mesmo com a queda, Moro segue liderando com folga e, sem Greca na disputa, encosta nos 50% (49,2%). Já Sandro Alex aparece entrando para os dois dígitos com 11% no cenário, sem o ex-prefeito de Curitiba. Ratinho Junior sabe que precisa transformar seu escolhido em figura conhecida fora dos redutos tradicionais. E rápido. Porque eleição no Paraná não perdoa candidato que chega tarde na festa. A pesquisa ouviu 1,5 mil eleitores em 57 cidades paranaenses, o grau de confiança de 95% para uma margem de erro de 2,6 pontos percentuais para cima ou para baixo.
“Não obedeço a ordem de médico nenhum aqui no município de Rebouças”
— Laércio Cipriano, prefeito de Rebouças.
As Brigas de Brasília
Ratinho Junior segue rodando o Paraná para apresentar Sandro Alex como seu candidato ao governo. O discurso é de gestor “menos briga e mais trabalho”: menos briga ideológica e mais administração. A ordem é fugir das guerras de Brasília e vender estabilidade. O problema é que eleição sem confronto também corre o risco de não empolgar ninguém. Nos bastidores, a estratégia é primeiro tornar Sandro conhecido. O embate fica para depois. Talvez.
Foguetório
Hussein Bakri foi recebido em Inácio Martins em clima de festa junina antecipada, teve foguete e tudo. O deputado entregou um ônibus para a terceira idade, fruto de R$ 700 mil em recursos. Mas a ansiedade mesmo continua pela pavimentação entre Inácio Martins e Cruz Machado. O povo quer saber quando o asfalto sai do discurso e chega no chão. Porque promessa em estrada de terra levanta muita poeira.