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PAC se aproxima e exige preparo além do conteúdo em sala

Prova da Unicentro será realizada no dia 20 de setembro de 2026 e terá quatro horas de duração. Além de revisar as disciplinas certas, candidatos devem ficar atentos à redação, aos documentos e às regras do dia da prova
Prova do PAC já entrou no radar dos estudantes. Foto: Folha de Irati

Ariane Luz

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O Programa de Avaliação Continuada, o PAC, da Unicentro, já entrou no radar dos estudantes que pretendem disputar uma vaga pelo processo seletivo seriado. Marcada para o dia 20 de setembro de 2026, a prova exige mais do que estudar na véspera: o candidato precisa conhecer o formato do exame, organizar os documentos, treinar o tempo de resolução e chegar preparado para não transformar nervosismo em erro bobo.

A avaliação será aplicada em turno único, com duração máxima de quatro horas. A orientação é chegar ao local com, pelo menos, uma hora de antecedência, já que os acessos às salas serão fechados às 14h. Depois do início, o candidato só poderá sair da sala após duas horas. O tempo para preencher a Folha de Respostas já está incluído nas quatro horas de prova, detalhe pequeno no papel, mas grande para quem costuma deixar tudo para os últimos minutos.

No PAC I, voltado aos conteúdos do 1º ano do Ensino Médio, por exemplo, a prova soma 100 pontos. A redação vale 20 pontos e é obrigatória. O candidato recebe duas propostas temáticas e deve escolher apenas uma para desenvolver. Nas questões objetivas, todas de múltipla escolha com quatro alternativas, entram Língua Portuguesa, Inglês, Arte, Educação Física, Geografia, Biologia, Matemática e Química.

A distribuição das questões também ajuda a montar um plano de estudos mais inteligente. Língua Portuguesa e Matemática aparecem com oito questões cada. Biologia e Química têm sete questões cada uma. Inglês conta com seis questões. Geografia e Educação Física têm cinco questões cada, enquanto Arte aparece com quatro. Como cada questão objetiva vale 1,6 ponto, errar por falta de atenção pesa quase tanto quanto não ter estudado.

Para estudar melhor, o primeiro passo é baixar o programa de provas e o manual do candidato no Portal de Vestibulares da Unicentro. Cada etapa do PAC cobra conteúdos ligados ao ano correspondente: PAC I para o 1º ano, PAC II para o 2º e PAC III para o 3º. Isso evita um erro comum: gastar energia com assuntos que não pertencem à etapa da prova e deixar de revisar aquilo que realmente pode cair.

Outra estratégia eficiente é resolver provas anteriores. O ideal é pegar um caderno antigo do PAC, sentar como se estivesse no dia oficial, cronometrar quatro horas e responder tudo sem olhar o gabarito. Só depois vem a correção. O mais útil não é apenas contar acertos, mas entender por que errou. A questão errada mostra o conteúdo que precisa voltar para a revisão.

A redação merece treino próprio. O candidato deve ler com atenção o comando, escolher uma das propostas e respeitar o tipo de texto solicitado. A avaliação considera conteúdo e forma: título, criatividade, coerência, adequação à tipologia textual, norma padrão e coesão. Textos que fogem ao tema, desobedecem às instruções, não seguem o tipo pedido, têm menos de 17 ou mais de 22 linhas, apresentam identificação indevida, são ilegíveis ou escritos a lápis podem receber nota zero.

Uma boa forma de treinar é produzir redações com base em temas de provas anteriores e, depois, pedir uma correção. O estudante pode usar ferramentas de inteligência artificial para apontar problemas de coerência, repetição, pontuação e estrutura, desde que não terceirize o próprio aprendizado. A IA pode mostrar onde o texto falha; quem precisa aprender a escrever continua sendo o candidato.

No dia da prova, a organização começa pela documentação. O candidato deve levar documento oficial com foto, preferencialmente impresso, como RG, Carteira de Trabalho emitida após 27 de janeiro de 1997, passaporte brasileiro ou CNH. Também são aceitos documentos digitais com foto, como e-Título, CNH Digital, RG Digital e CIN Digital, desde que apresentados nos aplicativos oficiais, com acesso por usuário e senha. Cópias, mesmo autenticadas, não são aceitas.

Também é obrigatório levar caneta esferográfica de escrita grossa, em material transparente, com tinta azul-escuro ou preta. Lápis e borracha podem ser usados para resolver questões, mas lapiseira não é permitida. Alimentos e líquidos são aceitos apenas em embalagens transparentes e podem ser examinados pelos fiscais.

A lista do que não pode entrar em uso é longa e deve ser levada a sério. Celulares, relógios, calculadoras, fones de ouvido, tablets, agendas eletrônicas e outros aparelhos devem ser desligados e guardados na sacola fornecida pela fiscalização. Também não são permitidos dicionários, apostilas, anotações, bonés, objetos cortantes ou qualquer material que possa comprometer a segurança do processo. No PAC, até a “inocente” olhadinha no relógio errado pode virar um problema grande demais para um dia que já exige concentração.

Quem perdeu o documento, teve furto ou roubo, ou está com documento danificado ou ilegível, deve seguir o procedimento de identificação complementar. Nos casos de extravio, furto ou roubo, é necessário apresentar Boletim de Ocorrência expedido há, no máximo, 90 dias. A orientação é resolver isso antes do dia da prova, porque deixar documentação para a última hora é uma aposta ruim.

A preparação para o PAC não depende de fórmula milagrosa. Depende de rotina. Revisar os conteúdos certos, resolver provas anteriores, treinar redação, controlar o tempo e separar os documentos com antecedência já coloca o candidato em vantagem. No dia 20 de setembro, quem chegar sabendo o que vai enfrentar terá uma preocupação a menos e, em uma prova de quatro horas, uma preocupação a menos pode valer muitos pontos.

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