Assessoria, com revisão de Sthefany Brandalise
A Escola Rural Municipal Professora Nair Duartina Santana, na comunidade de Barra Bonita, em São João do Triunfo, recebeu nesta quinta-feira (24) uma oficina sobre custos de produção, planejamento e manejo de hortas agroecológicas. A atividade reuniu 38 participantes, entre estudantes, professores e integrantes das equipes envolvidas.
A oficina foi conduzida por João Carlos Kosloski e Silva e Sarah Moreira dos Santos, integrantes da equipe técnica do Convênio Economia de Cooperação e Educação Ambiental, firmado entre a Itaipu Binacional e o Instituto Cidade Viva.

Foto: Assessoria
A AS-PTA também foi parceira da atividade, contribuindo com a doação de insumos utilizados na parte prática, como adubos, corretivos de solo e mudas. Silvia Mara Wojciechowski, técnica e representante da COAFTRIL, participou da ação, desenvolvida em articulação com o Núcleo de Cooperação Socioambiental Campos Gerais. Ao final da oficina, os professores presentes receberam certificados de participação.
A programação começou em sala de aula, com conteúdos relacionados aos diferentes tipos de plantas, características de caules e raízes, métodos de cultivo, adubação, manejo e custos de produção. Na sequência, estudantes e professores participaram de uma atividade prática na horta da escola.

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Durante o trabalho em campo, foram apresentadas orientações sobre limpeza e replante de mudas, diferenças entre plantas medicinais e condimentares, diversidade de cultivos e utilização de plantas repelentes como alternativa para auxiliar no controle e prevenção de pragas.
Os participantes realizaram o plantio de alface, acelga, beterraba, rúcula e outras hortaliças, além de plantas medicinais, como hortelã, mil-em-rama e pulmonária; condimentares, como alecrim e manjerona; e Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANCs), entre elas a capuchinha.
Para João Carlos Kosloski e Silva, integrante da equipe técnica do Convênio Economia de Cooperação e Educação Ambiental, a atividade permite utilizar a horta para além da produção de alimentos. “A horta é um espaço de saúde, um espaço de educação e também um espaço pedagógico. Foi uma oportunidade muito interessante de trabalhar com as crianças e entender o quanto elas já praticam a agricultura em casa e que a gente sempre tem mais informações para trazer. O pessoal gostou, se divertiram plantando, foi uma experiência bem legal, bem positiva e é interessante ver como os alunos já tinham conhecimento da importância”, destacou.
Conhecimento que chega às famílias
A diretora da escola, Sandra Fiatkoski de Souza, destacou a importância da experiência prática para os estudantes e para a própria equipe escolar. “Muitas crianças não sabiam como plantar, a diferenciar entre alface, repolho ou qualquer outro tipo de hortaliça ou de plantas. E esse ensinamento para nós foi de grande importância, não só para os alunos, mas para nós funcionários. Hoje, nós precisamos ter esse manejo essencial, não apenas ir lá comprar no mercado que está pronto, que é mais fácil. E essa horta será usada para o consumo dos nossos alunos e também para as nossas famílias da comunidade escolar. Pois é essa a representação que nós precisamos, é esse conhecimento. O nosso dia é a prática. Não adianta vir, dar palestras e falar e falar. É assim, é na prática que nós aprendemos tudo. E esse dia foi maravilhoso”, afirmou.
Sandra também explicou que os alimentos produzidos na horta serão utilizados pelos estudantes e que parte da produção poderá chegar às famílias da comunidade escolar, ampliando o alcance dos conhecimentos trabalhados durante a oficina.

Foto: Assessoria
Trabalho terá continuidade
A atividade não termina com o plantio realizado nesta quinta-feira. Ficou definido que a equipe técnica do convênio fará o acompanhamento da horta a cada quinze dias, auxiliando no desenvolvimento dos cultivos e trabalhando novos conteúdos relacionados ao manejo.
Entre os próximos temas previstos estão práticas de manejo, uso de defensivos naturais, consórcio entre plantas e cobertura do solo. João Carlos destacou que a proposta é dar continuidade ao trabalho desenvolvido com a escola e aprofundar os conhecimentos junto à comunidade.