Assessoria 4ª Regional de Saúde
A 4ª Regional de Saúde promoveu, nos dias 16 e 17 de julho, a 2ª Oficina Regional de Segurança do Paciente, com o tema “Da Notificação à Melhoria do Cuidado”. O encontro reúne profissionais dos Núcleos de Segurança do Paciente, Atenção Primária à Saúde, Vigilância Sanitária, Vigilância Epidemiológica, Centros de Especialidades Odontológicas, consórcio e demais serviços da região.
A oficina tem como objetivo fortalecer a cultura de segurança do paciente nos serviços de saúde, destacando a importância da notificação de incidentes como uma ferramenta para identificar riscos, analisar causas e propor melhorias nos processos de atendimento. A proposta é orientar as equipes sobre o que deve ser feito após o registro das notificações e como essas informações podem ser utilizadas para evitar que situações semelhantes voltem a acontecer.
A chefe da Vigilância Sanitária da 4ª Regional de Saúde, Kauany Lovato, explica que a região já passou pela fase de cadastro no Notivisa e agora avança para uma nova etapa, voltada ao aprimoramento das notificações e ao fortalecimento dos núcleos. Segundo ela, o trabalho busca orientar os serviços sobre a condução dos casos, a comunicação com os gestores e a atuação dos Núcleos de Segurança do Paciente dentro das unidades. “Segurança do paciente é um compromisso de todos nós. Reunimos profissionais para fortalecer uma cultura de cuidado mais segura, humana e de qualidade. Cada notificação representa uma oportunidade de aprender, aprimorar os processos e prevenir novos incidentes”, afirmou Kauany.
As notificações envolvem situações que podem causar ou que causaram algum dano ao paciente, como eventos adversos, quase falhas e ocorrências consideradas evitáveis dentro dos serviços de saúde.
O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 4ª Regional, Marcio Schoenherr, destacou que esses registros ajudam as equipes a compreender onde estão os riscos dentro dos serviços. Segundo ele, quando uma situação é notificada, ela pode ser analisada pelo núcleo responsável, permitindo a discussão de medidas para corrigir falhas e melhorar a rotina de atendimento. “São eventos que podem causar algum dano no paciente, como a administração de um medicamento incorreto ou uma via de administração incorreta. Nas reuniões as equipes discutem situações como essa e formas de melhorar o processo de trabalho, criando barreiras de segurança durante os procedimentos”, explicou.
Além das notificações, a oficina também aborda a importância da identificação correta do paciente desde a chegada ao serviço de saúde. Esse cuidado faz parte das ações básicas de segurança e contribui para evitar erros durante o atendimento, o encaminhamento, a administração de medicamentos e a realização de procedimentos.
A atividade também reforça o papel dos gestores no acompanhamento dos Núcleos de Segurança do Paciente. A presença da gestão nas reuniões e discussões é apontada como parte importante do processo, já que as melhorias muitas vezes dependem de organização interna, revisão de fluxos, apoio às equipes e acompanhamento contínuo das medidas propostas.
De acordo com Kauany, a segurança do paciente deve ser trabalhada de forma coletiva, envolvendo diferentes áreas e profissionais. “É por meio da colaboração, da educação permanente e do compromisso de cada profissional que construímos uma assistência cada vez mais segura para a nossa população. Juntos, seguimos transformando a notificação em melhoria do cuidado e segurança do paciente da nossa região”, destacou.
Mais do que cumprir uma exigência normativa, a segurança do paciente representa um compromisso permanente com a qualidade da assistência. A atuação integrada dos Núcleos de Segurança do Paciente contribui para consolidar uma cultura baseada no aprendizado, na prevenção de riscos e na melhoria contínua dos processos de trabalho.
Com a realização da 2ª Oficina Regional de Segurança do Paciente, a 4ª Regional de Saúde busca avançar na organização das notificações, no fortalecimento dos núcleos e na construção de respostas mais efetivas dentro dos serviços. A proposta é que os incidentes registrados sejam analisados de forma sistemática, permitindo a elaboração de planos de ação e o compartilhamento de aprendizados entre as equipes.