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Jovem iratiense, Emanuela Batista, participa de competição no 43º Festival de Joinville

Aos 14 anos, Emanuela foi uma das três selecionadas entre cerca de 100 candidatos para integrar uma coreografia apresentada pelo grupo Street Company, no principal festival de dança do país
O grupo conquistou a 3ª colocação na modalidade de Danças Populares Foto: Reprodução

Esther Kremer

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A dedicação à dança levou a jovem Emanuela Batista Antônio, de 14 anos, a realizar um dos seus principais sonhos: participar de uma competição no Festival de Dança de Joinville. Aluna do Estúdio de Dança Izabela Proceke, em Irati, ela integrou uma coreografia da Street Company, de Maringá, após ser aprovada em uma disputada audição. O grupo conquistou a 3ª colocação na modalidade de Danças Populares Internacionais, com a coreografia Sadar Bazaar de Tatiana Souza.

Emanuela conheceu o festival por meio das professoras e esteve em Joinville pela primeira vez em 2023, quando se apresentou com um grupo nos palcos abertos. A experiência aumentou o desejo de chegar ao palco principal da competição.

A oportunidade surgiu quando o grupo de Maringá abriu uma seleção para dançarinos externos. Com o apoio da família e das professoras, Emanuela preparou uma coreografia, gravou um vídeo e enviou para avaliação. Entre aproximadamente 100 participantes, somente três foram escolhidos, incluindo ela.

“Eu fiquei muito feliz e realizada. Foi uma certeza de que é isso que eu quero para mim”, contou Emanuela. Acostumada principalmente às danças urbanas e ao hip-hop, ela precisou aprender uma coreografia de dança popular, modalidade que ainda não conhecia.

A preparação envolveu ensaios presenciais, viagens a Maringá e um intenso trabalho emocional. No dia da apresentação, além de revisar os movimentos, o grupo ouviu repetidamente a música enquanto fazia cabelo e maquiagem, buscando concentração e segurança antes de subir ao palco.

Para a professora Izabela Proceke, a conquista representa também o resultado do trabalho realizado durante anos no estúdio. “É como se um pouquinho da gente estivesse naquele palco. É uma emoção indescritível”, afirmou.

A professora Tammella Cabral destacou que a preparação começou muito antes da audição. Segundo ela, Emanuela respeitou todas as etapas do aprendizado, desenvolvendo técnica, autoestima e confiança. “Não começa no palco, começa dentro da sala de aula”, ressaltou.

Agora, Emanuela pretende continuar treinando, participar de cursos e buscar novas competições. A jovem também deixou uma mensagem para outras crianças e adolescentes que sonham em seguir na dança: “Não desista. Quanto mais você se dedicar e se doar, mais longe vai chegar”.

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