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Plano de Compensação Ambiental integra o programa estadual de pavimentação e envolveu alunos em ação educativa sobre sustentabilidade e meio ambiente
Duas turmas do Colégio Cívico-Militar Parigot de Sousa participaram do plantio das mudas. Foto: Reprodução Secretaria de Meio Ambiente

Leticia H. Pabis

A Prefeitura de Inácio Martins, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, implantou o Plano de Compensação Ambiental, medida que integra o Programa Estadual de Apoio à Pavimentação e Qualificação das Vias Urbanas Municipais e que atualmente auxilia o programa Asfalto Novo, Vida Nova. O projeto consiste no plantio de 1.740 mudas de 22 espécies nativas em uma área antes degradada, localizada no antigo Centro de Produção Municipal, hoje parte do Eco Parque Terra dos Pinheirais, às margens das ruas João Kruk e Visconde de Guarapuava.

As mudas foram cedidas pelo Instituto Água e Terra (IAT), em uma ação que simboliza a parceria entre o município e o Governo do Estado para recuperação de áreas verdes e compensação das emissões de gases provenientes das obras de pavimentação. O projeto foi elaborado e coordenado pelo engenheiro florestal e atual secretário municipal de Meio Ambiente, Eder Lopes, em 2024 e teve sua execução em outubro de 2025.

Eder destacou a importância de unir técnica e educação ambiental, e disse que o plano vai além do cumprimento das exigências legais. “Eu convidei o pessoal do Colégio Cívico-Militar Parigot de Sousa, juntamente com duas professoras, e foram duas turmas, uma de sétimo e uma de nono ano, para dar uma olhada lá no plantio. Além da execução do Plano de Compensação Ambiental, que é do Asfalto Novo Vida Nova, a gente fez uma ação de educação ambiental, onde eu fiz uma fala, uma palestra ao ar livre com o pessoal, mostrando o plantio e explicando detalhes técnicos e ecológicos”, explicou o engenheiro.

O Plano de Compensação Ambiental foi desenvolvido para neutralizar os impactos ambientais das obras de pavimentação, especialmente a emissão de gases de efeito estufa (GEE). Conforme o documento técnico, o plantio de espécies nativas é uma das formas mais eficientes de sequestro biológico de carbono, já que as árvores absorvem gás carbônico (CO₂) da atmosfera durante o crescimento, armazenando-o em forma de biomassa.

Além da mitigação dos gases, o reflorestamento traz benefícios diretos ao solo e à comunidade. A recomposição vegetal aumenta a infiltração da água, previne erosões, reduz o risco de alagamentos e contribui para a regulação térmica e da umidade local. O projeto também reforça a recomposição da Mata Atlântica, bioma do qual restam apenas cerca de 11,8% no Paraná.

Entre as espécies escolhidas estão araucária, imbuia, canela, guabiroba, aroeira, pitanga e ipê-amarelo, todas nativas da região. O secretário destacou que o plantio foi pensado para manter equilíbrio ecológico e diversidade. “Ao início a gente fez o preparo da área, com a roçada, para a retirada de daninhas. Também fez o coroamento, também para preparo do solo. Fez o coveamento, conforme está no plano, a utilização de calcário, adubo de arranque e o plantio das mudas. Também fez o combate à formiga, que a principal praga das florestas são as formigas”, explicou Éder Lopes.

O prefeito Dimas Vier reforçou que o trabalho representa o compromisso do município com o equilíbrio entre infraestrutura e sustentabilidade. “Toda obra traz impacto ambiental, e é nosso dever compensar. Cada árvore plantada hoje vai refletir em benefícios para o futuro”, afirmou.

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