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Tratativas entre Adelmo Luiz Klosowski e Marcelo Leite têm como objetivo trazer alternativas viáveis para estudantes na comunidade de Queimadasa
Situação resultou em protesto realizado por pais e responsáveis - Foto: Reprodução

Karina Ludvichak

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Pais e moradores das comunidades de Barreiro e Mato Queimado, de Guamiranga, e Queimadas – divisa entre Prudentópolis e Guamiranga – protestaram na quinta-feira (05) após a Prefeitura de Prudentópolis comunicar que não aceitaria a matrícula dos alunos do município vizinho na Escola Municipal do Campo Ângela Maria Alessi. A comunidade teme que a retirada dos estudantes guamiranguenses reduza o número de matrículas e resulte no fechamento da escola de Queimadas, considerada bem estruturada e fundamental para a região.


ENTENDA O FATO
Em 2023, a Escola Municipal do Campo de Barreiro, que pertence a Guamiranga, foi interditada pela Defesa Civil devido a problemas estruturais. Desde então, os alunos passaram a estudar na Escola Municipal do Campo Ângela Maria Alessi, em Queimadas, no município de Prudentópolis.


A instituição de Prudentópolis é mais próxima das comunidades, o que facilita a mobilidade dos alunos no dia a dia. Mas, com a recusa de matrícula por parte do município, os estudantes de Guamiranga serão realocados para instituições da cidade.


Em nota, a Prefeitura de Prudentópolis informou que acolheu os alunos de Barreiro de forma emergencial e solidária após a interdição da escola em Guamiranga. O município explicou que a permanência dos estudantes em Queimadas dependeria de cooperação de Guamiranga, com transporte escolar e cessão de professores.
A administração municipal de Guamiranga destaca que sempre forneceu os transportes para o deslocamento dos alunos, bem como investiu na renovação da frota escolar e na manutenção das estradas rurais para garantir segurança e mobilidade. Além disso, a gestão esclarece que, assim como há estudantes do município em Prudentópolis, Guamiranga também recebe alunos de Prudentópolis e arca com os custos de transporte, contratação de profissionais e demais despesas.
“Independentemente de qualquer situação, nós sempre estivemos de portas abertas aos alunos de Prudentópolis, arcando com todas as despesas necessárias e garantindo a qualidade e o acesso à educação. E vamos continuar assim. Estamos abertos ao diálogo e queremos resolver a questão da melhor maneira”, declarou o prefeito de Guamiranga, Marcelo Leite.
Os prefeitos Adelmo Luiz Klosowski e Marcelo Leite se reúnem nesta sexta-feira (06) para buscar uma solução viável.
Em manifestação nas redes sociais, uma mãe representante do movimento realizado na quinta-feira (05) declara que os pais classificam o possível fechamento da escola como um retrocesso. “Fechar a escola não é solução. Nosso sentimento hoje é de humilhação”, afirma, defendendo que a educação deve ser fortalecida e não precarizada.
Os moradores destacam ainda que a escola da comunidade de Queimadas é estruturada e recebeu melhorias com o apoio da própria população. “Uma escola bonita, reformada, onde pais e mães sempre ajudaram”.

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