Karina Ludvichak e AEN
O município de Guamiranga está entre as cidades habilitadas pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa) para receber uma Clínica de Fisioterapia. A iniciativa faz parte de um programa estadual que busca ampliar e qualificar o atendimento em reabilitação física em diferentes regiões do Paraná. Além de Guamiranga, os municípios de Prudentópolis, Fernandes Pìnheiro, Inácio Martins, Irati, Mallet, Rebouças, São João do Triunfo e Rio Azul, que também fazem parte da região, foram contemplados pela medida.
Ao todo, 85 municípios paranaenses já tiveram projetos habilitados pela Sesa, totalizando um investimento de R$ 112,9 milhões em recursos estaduais. Parte das propostas está em fase de adesão documental pelas prefeituras, enquanto outras seguem em tramitação técnica.
O projeto foi desenvolvido pela Diretoria de Obras da Sesa a partir de critérios técnicos, funcionais e assistenciais padronizados, com o objetivo de agilizar os processos de licitação, construção e funcionamento das futuras unidades.
Segundo o secretário estadual da Saúde, César Neves, a criação de um modelo padrão facilita a implantação das clínicas nos municípios. “A criação de um projeto padrão auxilia os municípios ao agilizar o andamento do processo, possibilitando que a licitação e a contratação para realização da obra ocorram em menos tempo”, afirmou.
Foram elaborados dois modelos de clínicas. O Fisiocentro Porte I contará com investimento de R$ 1,9 milhão e área construída de 352,69 metros quadrados. Já o Fisiocentro Porte II terá investimento de R$ 1,3 milhão e área de 186,67 metros quadrados. A maioria dos municípios habilitados deve receber o modelo Porte II.
As estruturas foram planejadas para oferecer ambientes modernos, acessíveis e adequados para diferentes práticas fisioterapêuticas. Entre os espaços previstos estão salão de cinesioterapia e mecanoterapia, consultórios para atendimentos individualizados, sanitários, vestiários, áreas administrativas, copa e almoxarifado.
O projeto também prevê a implantação de jardim sensorial e de um espaço voltado às Atividades de Vida Diária (AVD), onde os pacientes poderão treinar tarefas da rotina, como cozinhar, vestir-se e realizar atividades domésticas. A proposta busca estimular a autonomia, a independência funcional e a qualidade de vida dos pacientes.
“Com essas obras, pretendemos ampliar o acesso à reabilitação física, proporcionar melhores condições de trabalho às equipes de saúde e garantir mais conforto, segurança e qualidade no atendimento à população paranaense”, destacou César Neves.