Thomaz Pabis, com informações da internet
A Copa do Mundo de 2026 conheceu nesta semana os dois finalistas que disputarão o título no próximo domingo. Em duas semifinais de alto nível, Espanha e Argentina confirmaram o favoritismo em jogos marcados por estratégias distintas, protagonismo de suas principais estrelas e atuações coletivas consistentes. De um lado, a seleção espanhola voltou a superar a França e encerrou a campanha do time que era apontado como o mais forte do torneio. Do outro, a Argentina mostrou novamente poder de reação, virou sobre a Inglaterra e segue viva na busca pelo bicampeonato mundial sob a liderança de Lionel Messi.
Espanha X França:

A Espanha venceu a França por 2 a 0 e garantiu presença na segunda final de Copa do Mundo de sua história. Os gols de Mikel Oyarzabal, em cobrança de pênalti, e Pedro Porro definiram um confronto em que a equipe de Luis de la Fuente repetiu o roteiro das últimas temporadas diante dos franceses, após já eliminá-los na Eurocopa de 2024 e na Liga das Nações de 2025.
Em um duelo tratado como uma final antecipada, os espanhóis dominaram as ações desde o início. Mantiveram maior posse de bola na primeira etapa, pressionaram alto a saída francesa e aproveitaram um erro de Lucas Digne para abrir o placar. No segundo tempo, exploraram os espaços deixados pela França e ampliaram em um rápido contra-ataque.
A atuação defensiva também foi determinante. Mbappé, Olise e Dembélé foram praticamente anulados pela organização da linha defensiva espanhola. O camisa 10 francês terminou a partida sem finalizar no alvo, simbolizando a dificuldade ofensiva da equipe de Didier Deschamps, que pela primeira vez no Mundial encontrou um adversário capaz de controlar o jogo durante praticamente os 90 minutos.
Mais do que o resultado, a Espanha mostrou equilíbrio entre posse de bola, intensidade na marcação e eficiência nas transições, confirmando a força coletiva que a coloca novamente na disputa pelo título mundial.
Argentina X Inglaterra:

Na outra semifinal, a Argentina voltou a viver mais um capítulo dramático de sua campanha. Depois de sair atrás diante da Inglaterra, a atual campeã mundial reagiu nos minutos finais e venceu por 2 a 1, garantindo vaga em mais uma decisão.
Os ingleses abriram o placar em jogada rápida concluída por Gordon, aproveitando uma das dificuldades defensivas que a seleção de Lionel Scaloni já havia apresentado ao longo do mata-mata. A resposta argentina veio com mudanças ofensivas promovidas pelo treinador e, principalmente, pela liderança de Lionel Messi.
Mesmo desgastado fisicamente, o camisa 10 voltou a decidir. Primeiro serviu Enzo Fernández, que empatou com um chute de fora da área. Poucos minutos depois, encontrou Lautaro Martínez dentro da área para a cabeçada que decretou a virada.
Foi a quarta classificação consecutiva em que a Argentina precisou superar momentos de dificuldade para seguir viva na competição. Assim como diante de Cabo Verde, Egito e Suíça, a equipe mostrou capacidade de reação, personalidade e confiança para buscar o resultado até os instantes finais.
Messi chega à decisão novamente como protagonista da campanha argentina, comandando uma seleção que venceu todas as partidas disputadas no Mundial e mantém viva a esperança do bicampeonato.
A decisão da Copa do Mundo colocará frente a frente dois estilos vencedores. De um lado, a Espanha aposta no futebol coletivo, na intensidade da marcação e na organização tática que neutralizou a França. Do outro, a Argentina chega embalada pela experiência de seus campeões, pela força emocional construída ao longo do mata-mata e pelo talento decisivo de Lionel Messi. O confronto reúne os atuais campeões da Europa e da América e promete encerrar o Mundial de 2026 com um duelo entre duas seleções que provaram, ao longo da competição, que sabem vencer de maneiras diferentes, mas igualmente eficientes.