Sthefany Brandalise
A equipe Strong Brain, do Colégio SESI de Irati participou, nos dias 5 e 6 de novembro, do Torneio de Robótica First Lego League (FLL), competição internacional promovida pela Lego Education. O tema desta edição foi “Unearthed”, voltado à arqueologia, desafiando os participantes a identificar problemas enfrentados por arqueólogos e propor soluções inovadoras.
As líderes do grupo, Antonela Piva e Amani Reda, explicaram que a FLL vai muito além da montagem do robô. “A FLL é uma competição internacional de robótica que mexe com LEGO. E temos o projeto de inovação, que é o que a gente trabalhou agora. Todo ano a gente tem um tema diferente e uma pergunta norteadora, e a nossa foi ‘como a gente pode ajudar os arqueólogos?’. Depois começamos a pesquisar e, com o projeto, ficamos em segundo lugar regional, de melhor projeto”, diz Antonela.
O grande destaque da equipe foi o projeto “Kenyon Cleaning”, um protótipo de limpador ultrassônico para fragmentos de cerâmica, desenvolvido com motor de furadeira, base de madeira e caixa de acrílico. A ideia surgiu a partir de pesquisas aprofundadas e de conversas com arqueólogas do Brasil e de Israel. “A gente pesquisou desde o começo do ano para entender a realidade dos arqueólogos. Chegamos ao problema da limpeza dos fragmentos de cerâmica, que são muito pequenos e podem ser danificados na escovação manual. A partir disso, desenvolvemos o protótipo baseado nas máquinas de limpar óculos por vibração, para que os fragmentos fossem limpos sem causar danos”, explicou Amani. O projeto rendeu prêmio e menção honrosa à equipe.

Foto: Sthefany Brandalise
Na parte técnica da competição, os alunos também tiveram ótimo desempenho na chamada “mesa de robótica”, onde o robô precisa cumprir diversas missões. “A mesa é o segundo principal pilar da FLL. Enquanto desenvolvemos o projeto de inovação, também precisamos construir o robô para executar missões como levantar, empurrar e puxar objetos para somar pontos”, explicou Aislan Daniel, um dos membros da equipe.
O aluno Vitor Ulchak Morais destacou o esforço ao longo de todo o ano para a construção, montagem e programação do robô. “A gente precisa dominar tanto a montagem quanto a programação. Cada acoplagem exige muito treino. Chegar lá, competir e ver que todo esse esforço valeu a pena foi indescritível. Foi um dos melhores dias da vida de cada um aqui”, afirmou.
Já Arlon Kauã, também membro do grupo, explicou a inovação criada na estrutura do robô. “Na temporada, temos uma rubrica de avaliação que analisa programação, design e inovação. A nossa inovação foi uma porteira que permite reformar o robô rapidamente. Conseguimos tirar o cérebro, os motores e montar tudo em menos de um minuto, o que facilita muito se acontece algum problema”, relatou.
O trabalho da equipe também conta com o apoio dos mentores. Matheus Wagner explicou que a mentoria é feita por ex-integrantes da robótica. “A mentoria serve para quem já competiu antes e retorna para ajudar na montagem, na programação e no projeto. A gente se divide em mentores de programação, de projeto e de mesa. Aqui ninguém faz só a sua parte, todo mundo realiza uma parte do projeto”, destacou.

Foto: Reprodução Sesi
Guilherme Padilha reforçou que os mentores apenas orientam. “Nós não tocamos em nada. A equipe é quem desenvolve tudo. A gente repassa o conhecimento, compartilha os erros e os aprendizados para que eles possam crescer e se construir como equipe.”
O professor de Matemática e Robótica, Fernando Vinícius, avaliou a participação como extremamente positiva. “Este ano tivemos um desempenho excelente. Obtivemos boa pontuação na mesa de robótica e fomos premiados no projeto de inovação. Sem dúvida, foi um grande resultado para o colégio”, destacou.
Já o professor de História, Julio César Braga, enalteceu o espírito de equipe dos alunos. “Essa equipe se destacou pela união, pelo engajamento, pela colaboração e pela alegria de competir. Eles entenderam a competição como uma confraternização, uma festa, e conseguiram trazer resultados muito importantes para o SESI”, finaliza.