Talita Ludvichak
Nesta terça-feira (28), é celebrado o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, data dedicada à conscientização sobre a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento dessas doenças que afetam milhões de pessoas em todo o mundo. A campanha destaca a importância da informação como ferramenta para reduzir a transmissão das hepatites e evitar complicações que podem comprometer a saúde do fígado.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as hepatites virais dos tipos B e C estão entre as principais causas de morte por doenças infecciosas em nível mundial. Um dos maiores desafios é que essas infecções costumam não apresentar sintomas nas fases iniciais, fazendo com que muitas pessoas descubram a doença apenas quando já existem danos significativos ao fígado.
As hepatites virais são inflamações que atingem o fígado e podem ter diferentes formas de transmissão. A hepatite A é geralmente transmitida por água e alimentos contaminados e, na maioria dos casos, apresenta cura espontânea. A hepatite B é transmitida pelo contato com sangue e outros fluidos corporais, podendo evoluir para a forma crônica, mas conta com vacina para prevenção. A hepatite C também é transmitida pelo sangue, pode se tornar crônica e atualmente possui tratamento capaz de proporcionar a cura na maioria dos casos.
Já a hepatite D ocorre apenas em pessoas infectadas pelo vírus da hepatite B, enquanto a hepatite E, assim como a hepatite A, está relacionada ao consumo de água e alimentos contaminados.
Embora muitas pessoas permaneçam sem sintomas por longos períodos, alguns sinais podem surgir com a evolução da doença, como cansaço excessivo, febre, náuseas, dor abdominal, urina escura e pele ou olhos amarelados. Sem acompanhamento adequado, especialmente nos casos das hepatites B e C, a doença pode evoluir para cirrose hepática ou câncer de fígado.
Especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a forma mais eficaz de combate às hepatites virais. Entre as principais medidas estão a vacinação contra as hepatites A e B, o uso de preservativos nas relações sexuais, o não compartilhamento de objetos perfurocortantes, como agulhas, lâminas e alicates, além da correta higienização das mãos, do consumo de água potável e da lavagem adequada de alimentos.
Em caso de sintomas persistentes ou dúvidas sobre a doença, a recomendação é procurar uma unidade de saúde para orientação profissional e, quando indicado, realizar os exames para diagnóstico precoce.
Dados: Organização Mundial da Saúde (OMS).
Fonte: https://sindjus.org.br/