Irati PR, 02:04, 8°C

0 dia 1° de Maio foi escolhido, devido à luta dos trabalhadores em Chicago em 1886, por melhores condições de vida
Foto: Reprodução internet

Luciane Ferreira

Receba em primeira mão as notícias de Folha de Irati no seu WhatsApp!
Inscreva-se

Essa data é celebrada em vários países do mundo, recordando a luta dos trabalhadores, em Chigago (EUA), em 1886 e o massacre sofrido por eles, quando reivindicavam melhores condições de trabalho e de vida.

Historicamente, desde a Revolução Industrial (1750, na Inglaterra), que os trabalhadores eram submetidos a duras jornadas de trabalho (12, até 16 horas por dia), com baixos salários e em condições insalubres, dentro dos locais de trabalho, principalmente nas fábricas.

Em várias partes do mundo, ocorriam protestos, greves e reivindicações para melhorias dentro do ambiente de trabalho. Mas, a data ficou reconhecida internacionalmente, devido ao 1° de maio de 1886, em que trabalhadores da cidade de Chicago, nos Estados Unidos, decidiram iniciar um movimento em defesa da redução da jornada para oito horas.

Organizaram uma greve para o 1º de maio de 1886. Estima-se que a greve geral puxada pelos trabalhadores de Chicago mobilizou 340 mil trabalhadores por todo os Estados Unidos.

A paralisação seguiu pelos dias seguintes, e alguns incidentes foram registrados contra trabalhadores em greve. No dia 3 de maio, alguns deles foram mortos por policiais, e, no dia seguinte, milhares se reuniram na Praça Haymarket para protestar. O protesto, que era pra ser pacífico, tornou-se um grande massacre promovido pela polícia norte-americana, com muitas prisões, mortes e cerca de 100 trabalhadores ficaram feridos. Especula-se que membros da própria polícia podem ter tomado a atitude para justificar a violência contra os trabalhadores.

No Brasil, a data está assegurada pela lei nº 10.607, de 19 de dezembro de 2002, que determina que o país tem sete feriados nacionais, sendo o dia 1º de maio um deles. Apesar da lei, o Dia do Trabalhador já havia sido transformado em feriado durante o governo de Artur Bernardes (1922-1926) por meio do decreto nº 4.859, de 26 de setembro de 1924. Na ocasião foi criado o feriado nacional em comemoração aos “mártires do trabalho”, mas a celebração   já era realizada no Brasil desde a década de 1910.

A celebração, muito ligada aos movimentos de trabalhadores, foi agregada por Getúlio Vargas quando esteve no poder. Vargas esteve ligado a diversas leis trabalhistas, incluídas na CLT.

Leia outras notícias