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Dia de Campo da Afubra reforça integração entre pesquisa, manejo e tecnologia

Evento realizado em Imbituva apresentou resultados de pesquisas, novas cultivares e soluções integradas voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade no campo
Projeto teve início em 2019, com foco na inovação e na adaptação das tecnologias - Foto: Afubra/Assessoria

Karina Ludvichak

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O Campo Experimental da Afubra, na localidade da Restinga, em Imbituva, foi palco de mais uma edição do Dia de Campo Afubra, realizado na última sexta-feira (30). O evento técnico reuniu cerca de 160 produtores rurais, pesquisadores e representantes de empresas do setor agropecuário, com o objetivo de demonstrar, na prática, sistemas de produção baseados em manejo adequado do solo, rotação de culturas, uso de cultivares adaptadas à região e tecnologias voltadas à alta produtividade.

A abertura do evento destacou a importância da reformulação do projeto desenvolvido nos últimos anos pela Afubra em parceria com a Embrapa e o IDR-Paraná. Segundo o gerente da Afubra, Lázaro Bock, o Dia de Campo representa a continuidade de um trabalho que evoluiu a partir da experiência adquirida nas últimas safras. “Nós tínhamos um trabalho até essa última safra, que era o projeto Feijão de Alta Performance, e agora a gente está dando uma guinadinha um pouquinho no trabalho, mudando um pouco o nome para Manejo de Altas Produtividades”, explicou.

Lázaro detalhou que o campo experimental abriga diferentes culturas ao longo do ano, como milho, soja, feijão, trigo e plantas de cobertura. “Aqui a gente trabalha com a estruturação de solo e rotação de culturas, sem irrigação. O que os produtores estão podendo ver é justamente esse manejo na prática”, afirmou. Ele ressaltou ainda os resultados obtidos, como produtividades de milho superiores às metas iniciais do projeto. “O nosso objetivo era 13 toneladas por hectare, e já passamos de 15 toneladas”, destacou.

A base científica do projeto foi apresentada pelo analista da Embrapa, Marcos Aurélio Marangon, que explicou como a pesquisa foi conduzida ao longo de cinco anos. Segundo ele, o sistema testado combina o plantio direto com a aplicação simultânea de diversas tecnologias. “Nós adicionamos centenas de tecnologias usadas ao mesmo tempo, o que nos provou que é um sistema altamente viável, que traz rentabilidade e segurança para o produtor”, afirmou.

Marangon também abordou os resultados da pesquisa com feijão, principal foco do trabalho inicial. Um dos destaques foi o pré-lançamento de uma nova cultivar. “Esse feijão, o BRS FP426, tem potencial produtivo de 5.500 quilos por hectare”, esclarece, ressaltando que o Dia de Campo permite ao produtor visualizar os resultados reais do sistema.

Para o analista da Embrapa, a parte mais importante deste processo é a comprovação científica de que o método adotado na pesquisa realmente funciona e há dados que podem comprovar isso. “Pesquisa científica não é achismo. Aqui nós mostramos como o produtor consegue atingir altos patamares de produtividade seguindo um modelo comprovado”, acrescenta.

A organização e a condução do Campo Experimental Afubra foram detalhadas pelo engenheiro agrônomo Gilcinei Rodrigues dos Santos, responsável técnico pela área. Ele explicou que o projeto teve início em 2019, com foco na inovação e na adaptação das tecnologias à realidade regional. “A gente começou a trazer novas tecnologias para os produtores da região, criando um ambiente produtivo diferente do que era feito”, relatou.

Gilcinei destacou que a escolha das cultivares e das coberturas de solo segue um planejamento de longo prazo, definido em conjunto com a Embrapa. “Montamos esse projeto já com uma ideia de cinco anos, fazendo rotação de culturas e trazendo as melhores cultivares para expressar o potencial produtivo do solo”, explicou. Segundo ele, os resultados obtidos ao longo dos anos reforçam a viabilidade do sistema e sua aplicação nas propriedades dos associados.

Entre as empresas participantes, a Sementes Estrela apresentou lançamentos voltados à cultura da soja. O representante comercial Douglas Nogueiro explicou que a empresa participa do Dia de Campo há seis anos e que, nesta edição, apresentou sete novas cultivares. “Nós trazemos sementes de alta qualidade, com o programa Prêmio Mais Vigor, que trabalha com 90% de vigor e 90% de germinação”, destacou. Douglas ressalta que a alta performance no campo começa na escolha correta da semente.

No segmento de sementes de milho, a NK Sementes levou ao evento híbridos adaptados às condições da região dos Campos Gerais. O representante comercial Alessandro Willens conta que o foco é oferecer materiais para diferentes níveis de investimento. “Estamos trazendo híbridos com biotecnologia, com excelente tratamento de semente, que permitem desde a safra cheia até a safrinha de feijão no pós-milho”, disse.

Evento técnico reuniu cerca de 160 produtores rurais no campo experimental – Foto: Karina Ludvichak

A área de defensivos agrícolas foi representada pela Syngenta, que apresentou seu portfólio voltado ao manejo de pragas e doenças. O representante técnico de vendas Thiago Romagueira Canto ressaltou a importância da tecnificação do agricultor. “A gente sempre coloca a importância do agricultor ser tecnificado na hora de escolher a proteção de cultivo”. Ele destacou ainda o avanço tecnológico dos produtos. “São ferramentas novas, com ingredientes ativos que não têm resistência e oferecem segurança ao aplicador, ao meio ambiente e ao rendimento final da lavoura”.

O Dia de Campo também evidenciou parcerias na área de máquinas e equipamentos. Representando a Husqvarna, o promotor técnico Joel Silveira apresentou equipamentos com foco em eficiência e sustentabilidade. “Hoje temos motosserras a gasolina e a bateria, com tecnologia que reduz o consumo e a emissão de poluentes”, afirmou, destacando o compromisso da empresa com a redução de impactos ambientais até 2030.

Ao integrar pesquisa científica, assistência técnica e soluções do mercado, o Dia de Campo Afubra se consolida como um espaço estratégico para a difusão de conhecimento e inovação no meio rural. “A gente junta toda a cadeia para trazer aquilo que tem de melhor no mercado, para que os produtores possam aplicar na propriedade e alcançar altas produtividades”, finalizou Lázaro.

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