Por Alexandro Martello, Kellen Barreto, Mariana Assis, Thiago Resende, g1 e TV Globo
O governo anunciou nesta segunda-feira (4) o “Novo Desenrola Brasil” também chamado de “Desenrola 2.0”, um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados. A adesão ao Programa será feita diretamente pelos canais oficiais dos bancos. O governo não centraliza a contratação.
O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.
“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.
Além disso, o trabalhador também poderá usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar suas dívidas.
- Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos;
- A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.
Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para:
- Famílias (estimado em 20 milhões de pessoas);
- Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (estimado em 1,5 milhão de pessoas);
- Empresas;
- Agricultores rurais (estimado em 800 mil pessoas).
“Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, credito pessoal, procure seu banco”, afirmou o ministro.
Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.
Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.