Irati PR, 09:48, 16°C

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Quem renegociar a dívida, ficará impedido de fazer apostas online por um ano
Foto: Site B3

Por Alexandro MartelloKellen BarretoMariana AssisThiago Resende, g1 e TV Globo

Receba em primeira mão as notícias de Folha de Irati no seu WhatsApp!
Inscreva-se

O governo anunciou nesta segunda-feira (4) o “Novo Desenrola Brasil” também chamado de “Desenrola 2.0”, um pacote de medidas para reduzir o endividamento da população brasileira — que está em níveis historicamente elevados. A adesão ao Programa será feita diretamente pelos canais oficiais dos bancos. O governo não centraliza a contratação.

O programa prevê a renegociação de dívida, com descontos, e troca por uma dívida mais barata, tendo como público-alvo os brasileiros que ganham até cinco salários-mínimos, ou seja, R$ 8.105.

“Estamos falando de mais de 90% da população. Estamos falando da classe média. Se incluir mais gente, vai colocar pouca gente a mais com dívidas muito grandes”, disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan.

Segundo ele, a expectativa é de que sejam renegociados até R$ 58 bilhões em dívidas antigas e novas.

Além disso, o trabalhador também poderá usar recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar suas dívidas.

  • Pelas regras, será possível usar até 20% do saldo disponível do FGTS, ou até R$ 1 mil (o que for maior), para pagar débitos;
  • A estimativa é de que sejam liberados até R$ 8,2 bilhões aos trabalhadores.

Segundo o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa foi dividido em quatro categoriais voltadas para:

  • Famílias (estimado em 20 milhões de pessoas);
  • Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) (estimado em 1,5 milhão de pessoas);
  • Empresas;
  • Agricultores rurais (estimado em 800 mil pessoas).

“Desenrola família é a principal linha, com simplificação. Quem tem renda até cinco salários mínimos, vai ter acesso franqueado. Seja do cartão de crédito, cheque especial, credito pessoal, procure seu banco”, afirmou o ministro.

Para garantir que os recursos serão mesmo usados para quitar dívidas, a Caixa deverá transferir o dinheiro do FGTS direto para o banco em que o trabalhador tem débitos.

Será possível negociar dívidas do cartão de crédito, cheque especial, rotativo, crédito pessoal e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Os juros serão de, no máximo, 1,99% ao mês, com descontos de 30% a 90% no valor principal da dívida. Os descontos variarão de acordo com a linha de crédito e com o prazo. Será disponibilizada uma calculadora para os trabalhadores saberem o desconto.

Leia outras notícias