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Treinamento promovido pela Secretaria de Agropecuária, em parceria com o Sindicato Patronal Rural e o SENAR, auxilia agricultores na adaptação ao sistema digital, obrigatório desde 5 de janeiro
Foto: Karina Ludvichak

Karina Ludvichak

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A Secretaria de Agropecuária, Abastecimento e Segurança Alimentar de Irati, em parceria com o Sindicato Patronal Rural e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), está promovendo um curso de Emissão de Nota Fiscal Eletrônica de Produtor Rural, voltado aos agricultores do município. A iniciativa busca atender uma demanda crescente do setor, especialmente após a obrigatoriedade da emissão exclusivamente eletrônica das notas fiscais no Paraná, em vigor desde o dia 5 de janeiro de 2026.

Com carga horária de oito horas, a capacitação tem como foco orientar os produtores sobre o uso do aplicativo e do sistema da Receita Estadual, permitindo a emissão das notas fiscais diretamente pelo celular. O primeiro curso foi realizado nesta sexta-feira (16), e novas turmas já estão programadas para os dias 23 de janeiro, 5, 9, 10, 11, 13, 16, 19, 20 e 24 de fevereiro. Cada treinamento oferece 15 vagas, e ainda há disponibilidade nas turmas dos dias 9, 10 e 11 de fevereiro.

A instrutora do SENAR, Margareth Maksemovic, explica que a necessidade do curso surgiu a partir das mudanças gradativas na legislação e das dificuldades enfrentadas pelos produtores ao longo dos últimos anos. Segundo ela, o tema da nota fiscal eletrônica vem sendo discutido desde 2018 e 2019, período marcado por sucessivas prorrogações no Paraná. “Então, a questão da nota eletrônica, ela já vem em mídia para o produtor rural já desde meados de 2018, 2019. E sempre veio tendo várias prorrogações nesse sentido para nós aqui no estado do Paraná”.

Com o fim das prorrogações e a entrada em vigor da obrigatoriedade, a procura pelos cursos aumentou significativamente. Margareth destaca que muitos produtores acabaram deixando a adaptação para o último momento, o que ampliou a demanda por capacitação neste início de ano. “Os produtores estão tendo bastante dificuldade nesse processo de transição. Agora já não dá para dizer nem que é um processo de transição, porque nós já estamos na obrigatoriedade desde o dia 5 de janeiro”.

Durante o curso, os participantes recebem orientações sobre acesso ao sistema, uso de senhas, especialmente do GOV.BR, e preenchimento correto das informações exigidas na nota fiscal. A instrutora ressalta que as dificuldades variam conforme a faixa etária e o grau de familiaridade com a tecnologia, sendo mais comuns entre produtores que não tinham o hábito de preencher a nota em papel no modelo antigo. “O sistema eletrônico, ele vem para favorecer, para simplificar e para ajudar o produtor. Porém, o produtor está tendo que fazer toda essa junção de todos esses dados, se familiarizar ao mesmo tempo com o sistema para depois ele ver que tem sim bastante benefício”, observa.

Além da capacitação prática, o curso reforça a responsabilidade do produtor rural sobre a emissão da nota fiscal, desde o acesso ao sistema até o correto preenchimento das informações. Margareth enfatiza que, apesar da duração de oito horas, o conteúdo é essencial para o dia a dia no campo. “O produtor vem e fala assim, ‘nossa, oito horas para falar de nota’, mas eu sempre tranquilizo eles e digo ‘são oito horas que passa muito rápido e vale a pena”.

O secretário de Agropecuária de Irati, Amilton Brandalize, destaca que a realização dos cursos é resultado de uma parceria entre o município, o Sindicato Patronal Rural e o SENAR, diante de uma mudança que impacta diretamente a comercialização da produção agrícola.

Segundo o secretário, no ano passado a procura pelos cursos foi menor devido à expectativa de novas prorrogações. No entanto, com a obrigatoriedade confirmada, a demanda cresceu rapidamente, levando o município a ampliar o número de turmas. “Esse ano não prorrogou. E só para você ter uma ideia, nós temos 7 cursos que vão ser feitos até fevereiro”, disse.

Brandalize ressalta que a Secretaria de Agropecuária está totalmente mobilizada para auxiliar os produtores, garantindo que ninguém fique impossibilitado de vender sua produção por falta de acesso ou conhecimento sobre a nota fiscal eletrônica. “A secretaria está totalmente voltada a esse serviço, para que os nossos produtores não deixem de vender seus produtos”.

O secretário também reforça que a exigência da nota eletrônica não é uma decisão municipal, mas uma determinação válida para todos os municípios do Paraná, o que torna a adaptação um desafio coletivo. “Sem a nota eletrônica não vende. Então estamos aqui para auxiliar”, enfatizou.

A orientação é para que os produtores interessados procurem o Sindicato Patronal Rural ou a Secretaria de Agropecuária para obter informações e garantir vaga nos próximos treinamentos. A expectativa é que, com a capacitação, os agricultores consigam se adaptar ao sistema eletrônico de forma mais segura, garantindo a continuidade das atividades e a regularidade na comercialização da produção.

COMO EMITIR A NOTA FISCAL ELETRÔNICA DE PRODUTOR RURAL

Para emitir a Nota Fiscal Eletrônica, o produtor rural deve seguir alguns passos básicos. O processo pode ser realizado pelo aplicativo oficial ou pelo sistema da Receita Estadual do Paraná:

  • Tenha cadastro ativo no CPF e inscrição estadual regularizada;
  • Crie ou atualize a conta GOV.BR, que será utilizada para acesso ao sistema;
  • Acesse o aplicativo da Nota Fiscal Eletrônica do Produtor Rural ou o portal da Receita PR;
  • Faça o login com a senha GOV.BR, de responsabilidade exclusiva do produtor;
  • Informe os dados da operação, como produto comercializado, quantidade, valor e dados do comprador;
  • Confira todas as informações antes de finalizar, evitando erros no preenchimento;
  • Emita e salve a nota eletrônica, que pode ser enviada digitalmente ao comprador ou apresentada quando necessário.

Em caso de dúvidas, o produtor pode buscar orientação junto à Secretaria de Agropecuária, ao Sindicato Patronal Rural ou participar dos cursos gratuitos oferecidos pelo SENAR, que detalham todo o processo de emissão e utilização da nota fiscal eletrônica.

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