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Craques marcaram época, levantaram taças por clubes e se tornaram ídolos em suas seleções, mas terminaram a trajetória em Mundiais sem conquistar o título mais desejado do futebol.
Cristiano Ronaldo se despede das Copas do Mundo — Foto: Reuters/Maria Lysaker

Thomaz Pabis

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A eliminação de Brasil e Portugal na Copa do Mundo de 2026 marcou também o fim da trajetória de dois dos maiores jogadores da história do futebol em Mundiais. Neymar e Cristiano Ronaldo, que já haviam anunciado esta edição como a última de suas carreiras, despedem-se do torneio sem levantar o troféu mais cobiçado do esporte.

Os dois passam a integrar uma lista de lendas do futebol que, apesar do talento, dos títulos em clubes e do protagonismo em suas seleções, nunca conseguiram conquistar a Copa do Mundo. Confira alguns dos principais nomes.

Ferenc Puskás

Considerado o maior jogador da história da Hungria, Ferenc Puskás disputou duas Copas do Mundo. Em 1954, liderou uma das seleções mais memoráveis de todos os tempos e esteve muito perto do título. Marcou quatro gols em três partidas, incluindo um na decisão diante da Alemanha Ocidental, mas viu os alemães conquistarem a virada histórica no episódio que ficou conhecido como “Milagre de Berna”.

Anos depois, já naturalizado espanhol, integrou o elenco da Espanha na Copa de 1962, mas não entrou em campo.

Lev Yashin

Único goleiro vencedor da Bola de Ouro e eleito pela Fifa como o melhor da posição no século XX, Lev Yashin participou de quatro Copas do Mundo defendendo a antiga União Soviética.

Seu melhor resultado foi o quarto lugar em 1966. Também esteve presente nas edições de 1958, 1962 e 1970, encerrando sua trajetória com 13 partidas disputadas em Mundiais, mas sem alcançar uma final.

Alfredo Di Stéfano

Ídolo histórico do Real Madrid, Alfredo Di Stéfano viveu uma situação incomum: nunca disputou um jogo sequer em Copas do Mundo, apesar de ter defendido Argentina, Colômbia e Espanha.

Problemas envolvendo classificações e decisões políticas impediram sua participação nos torneios de 1950, 1954 e 1958. Em 1962, chegou a ser convocado pela Espanha, mas uma lesão o deixou fora das partidas.

Eusébio

Antes da era Cristiano Ronaldo, Eusébio era o principal nome do futebol português. Em sua única participação em Copas, em 1966, conduziu Portugal ao terceiro lugar e terminou como artilheiro da competição, com nove gols.

Dois desses gols foram marcados diante do Brasil, resultado que eliminou os então bicampeões mundiais ainda na fase de grupos. Portugal só voltaria a disputar um Mundial vinte anos depois.

Johan Cruyff

Principal símbolo da geração da Holanda que revolucionou o futebol na década de 1970, Johan Cruyff foi o grande destaque da seleção vice-campeã em 1974.

Na campanha, marcou três gols e distribuiu cinco assistências em sete partidas, mas viu a Alemanha conquistar o título em casa. Quatro anos depois, optou por não disputar a Copa da Argentina por decisão pessoal. A Holanda voltou à final, mas sofreu outro vice-campeonato.

Zico

Maior ídolo da história do Flamengo, Zico representou o Brasil em três Copas do Mundo. Em 1978, participou da campanha que terminou com a terceira colocação. Já em 1982, comandou uma seleção considerada uma das mais talentosas da história, eliminada pela Itália na segunda fase. Em 1986, retornou ainda em recuperação física e ficou marcado pelo pênalti desperdiçado diante da França nas quartas de final.

Ao todo, disputou 14 partidas, marcou cinco gols e distribuiu seis assistências em Copas.

Michel Platini

Líder da geração francesa dos anos 1980, Michel Platini também participou de três Mundiais: 1978, 1982 e 1986.

Assim como Zico, esteve muito próximo da conquista, mas parou duas vezes nas semifinais diante da Alemanha. Em 1986, ainda eliminou o Brasil nas quartas de final antes da nova frustração.

Roberto Baggio

Roberto Baggio é lembrado como um dos maiores talentos da história da Itália e também por um dos momentos mais marcantes das Copas do Mundo.

Na final de 1994, diante do Brasil, desperdiçou a cobrança decisiva nos pênaltis, garantindo o tetracampeonato brasileiro. Também foi eliminado nas penalidades em 1990, contra a Argentina, e em 1998, diante da França.

Cristiano Ronaldo

Maior artilheiro da história de Portugal, Cristiano Ronaldo encerrou sua participação em Copas do Mundo em 2026, após a eliminação para a Espanha nas oitavas de final.

O atacante deixa um recorde histórico: tornou-se o primeiro jogador a marcar gols em seis edições diferentes do Mundial. Ao longo da carreira, disputou 27 partidas e marcou 11 gols. Sua melhor campanha foi em 2006, quando Portugal chegou às semifinais.

Neymar

Maior goleador da história da Seleção Brasileira, com 80 gols em 130 jogos, Neymar também se despediu dos Mundiais em 2026 sem conquistar o tão sonhado hexacampeonato.

Em quatro Copas disputadas, somou 15 partidas, nove gols e quatro assistências. Seu melhor desempenho coletivo foi em 2014, quando o Brasil chegou às semifinais, mas uma lesão o tirou da histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha.

Nas edições seguintes, o camisa 10 foi eliminado nas quartas de final pela Bélgica, em 2018, e pela Croácia, em 2022. Em 2026, a despedida aconteceu nas oitavas de final, após a derrota para a Noruega.

Mesmo sem conquistar o título mundial, Neymar encerra sua trajetória em Copas como um dos maiores jogadores da história da Seleção Brasileira. Além de se tornar o maior artilheiro da equipe nacional, conquistou a Copa das Confederações de 2013 e a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, em 2016, feito inédito para o futebol brasileiro.

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