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As vendas são feitas de terça a quarta-feira através de dois grupos do WhatsApp e são separadas em listas FLV e produtos coloniais. As entregues são toda sexta-feira
Lorena Panassolo

Atualmente, é notório o crescente interesse por alimentos tradicionais. Nisso, os aplicativos estão auxiliando nessas vendas. Trazendo comodidade de recebe-lo em casa, uma lista de opções para escolha e a desconfiança por produtos industrializados são alguns dos motivos pelos quais os consumidores optam pela compra online de alimentos provenientes do campo.

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Além de que, há benefícios para o meio ambiente e uma logística mais otimizada para os vendedores, acelerando a velocidade de comercialização e ajudando na redução dos custos, fatores que influenciam o comércio eletrônico como ferramenta de vendas de prontos rurais. Com isso, foi criada em novembro de 2019, a Green Feira online, em Teixeira Soares, opção que traz para os munícipes esses benefícios, que contribuem para o desenvolvimento local e de pequenos produtores.

Para a venda é feita uma sistematização, e o produtor informa o que tem e os administradores mandam para os grupos. “A feira funciona através de informes de produção, através do acesso à internet o produtor nos mantem informado de tudo o que ele tem. A partir daí nós montamos um estoque virtual de produtos que ainda estão na roça”, explica Neildo Totti Camargo. Os produtos são catalogados em uma planilha e é debitado conforme os clientes vão comprando.

Com trabalhos durante toda a semana, a Green Feira online tem três grupos no WhatsApp, de campanhas semanais que funcionam da seguinte forma: de segunda a terça-feira cedo é o prazo que os produtores tem para informar o que irão vender na semana; na terça-feira ao meio dia uma lista é enviada aos grupos; os pedidos são feitos até quarta-feira às 22h; na quinta-feira, os organizadores voltam a conversar com os produtores e informar quais produtos serão necessários e na sexta-feira acontece a entrega a domicílio para os clientes.

Quando o produto é colhido antes da venda, há um desperdício de cerca de 30%, os quais são jogados fora e com a venda online elimina 99% da perda. “Vendemos produtos que estão na roça e, no caso de panificados, produtos que ainda não estão feitos. A ideia disso é reduzir percas nas frutas, legumes e verduras (FLV)”, aponta Totti.

Já no caso de panificados, as produções são em locais próprios do grupo. “Quando começamos, sete cozinhas foram analisadas pela Vigilância Sanitária para a produção de produtos coloniais, então elas foram liberadas e fazem parte do grupo”, pontua um dos administradores da feira. Com isso o desperdício também é evitado nesse setor, pois as produções começam depois que os pedidos encerrados, assim, são vendidos produtos frescos.

Estudos apontam que, com o passar dos anos, a agricultura familiar tem ganhado relevância e avança no crescimento de feiras e lojas especializadas, principalmente na internet. Esses fatores, junto a pandemia e a necessidade de sair cada vez menos de casa, o delivery teve um aumento significante e auxiliou nesse consumo de produtos rurais. Um dos principais fatores é o avanço da tecnologia.

Além de possibilitar as vendas, a internet traz inúmeras vantagens para os agricultores, como a interação entre consumidores e produtores, possibilitando o acesso às informações facilitando e aprimorando a produção que consequentemente vai melhor a qualidade dos produtos.

AGRICULTURA FAMILIAR NO PARANÁ

Contudo, dados de 2017 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a produtividade de hortaliças no Paraná ainda é pequena, cerca de 1,7%. No entanto, o órgão mostra que 228.888 estabelecimentos rurais são da agricultura familiar. Grande parte das atividades econômicas no Estado são destinadas ao agronegócio, nas lavouras temporárias, seguido da pecuária e criação de outros animais, produção de lavouras permanentes e, por último, horticultura e floricultura.

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