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Homem armado retornou à residência de familiares da ex-companheira, efetuou disparos com pistola e espingarda contra 11 pessoas; caso é investigado como homicídio qualificado. Causa da morte do bebê ainda não foi determinada
Imagens: 16º BPM/Repórter Kiko Oliveira

Redação, com informações 16º BPM, Alvorada FM e G1

Um ataque a tiros registrado na madrugada deste sábado (27) causou comoção e revolta em Prudentópolis. A ocorrência foi registrada na localidade de Terra Cortada, área rural do município, e resultou na morte de um bebê de nove meses, além de deixar sete pessoas feridas, entre adultos e crianças. O caso é investigado como homicídio qualificado, lesão corporal de natureza gravíssima, ameaça e disparo de arma de fogo.

De acordo com informações da Polícia Militar do Paraná, os fatos tiveram início ainda na noite de sexta-feira (26), quando uma mulher de 25 anos procurou a 4ª Companhia da PM após ser ameaçada pelo convivente, de 28 anos, dentro da residência do casal. Após o registro da ocorrência, equipes policiais realizaram buscas, mas o suspeito não foi localizado naquele momento.

Por medida de segurança, a mulher foi escoltada por uma viatura policial até a casa onde morava para retirar alguns pertences pessoais e, em seguida, foi encaminhada à residência de familiares, onde se abrigou. Por volta das 4h da madrugada de sábado, o homem retornou armado ao local, acompanhado de um segundo indivíduo ainda não identificado.

Segundo a PM, o suspeito efetuou diversos disparos de arma de fogo contra a residência, utilizando uma pistola calibre 9 milímetros e uma espingarda calibre 12. No momento do ataque, 11 pessoas estavam no interior do imóvel. O local ficou completamente marcado por perfurações de tiros, janelas quebradas e grande quantidade de sangue espalhada pelo chão e pelas paredes.

Durante o ataque, várias pessoas foram atingidas. A mulher conseguiu fugir da casa levando a filha de nove meses do casal nos braços, correndo em direção a uma área de mata próxima na tentativa de escapar dos disparos. Vizinhos acionaram a polícia e relataram que havia pessoas feridas escondidas no matagal.

Durante as buscas, os policiais localizaram a mulher com o bebê no colo, já sem sinais vitais. Equipes de socorro tentaram realizar manobras de reanimação, mas a criança não resistiu. De forma preliminar, não foram constatados indícios de perfuração por arma de fogo no corpo da bebê. A causa da morte será confirmada após exames periciais realizados pela Polícia Científica.

As vítimas feridas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. Entre elas estão um menino de 11 anos, atingido por disparo de espingarda calibre 12 na perna; um menino de 7 anos, ferido por estilhaços na região dos olhos; uma menina de 11 anos, atingida por um disparo na região do crânio; um homem de 34 anos, baleado nas costas e no antebraço; um homem de 24 anos; e duas mulheres, de 29 e 32 anos. Algumas vítimas permanecem hospitalizadas, mas, conforme informações médicas, nenhuma corre risco imediato de morte.

Durante o atendimento da ocorrência, moradores relataram que o principal suspeito teria feito uma ligação telefônica afirmando que iria até o hospital “terminar o serviço”. Diante da ameaça, equipes da Polícia Civil foram acionadas para reforçar a segurança na unidade hospitalar e garantir a integridade das vítimas, profissionais de saúde e demais pessoas presentes.

Em diligências realizadas após o ataque, a Polícia Militar localizou o veículo utilizado pelo suspeito abandonado em meio à mata. Na residência do pai do principal suspeito, um homem de 53 anos, foram apreendidas armas de fogo sem registro, um aparelho celular e cartões de memória de câmeras de segurança. O homem foi encaminhado à Delegacia de Polícia Civil para prestar esclarecimentos.

No local do crime, a Polícia Científica recolheu estojos de munição de pistola calibre 9mm, estojos e projéteis de calibre 12, buchas e chumbos, que serão submetidos a análise pericial para auxiliar na investigação.

Até o momento, o autor dos disparos e o segundo suspeito seguem foragidos. As forças de segurança continuam em diligências para localizar os envolvidos e esclarecer completamente as circunstâncias do crime.

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