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Os treinos livres do GP do Japão, disputados nesta sexta-feira, em Suzuka, terminaram com a McLaren à frente. Oscar Piastri marcou o melhor tempo na segunda sessão. Mas o piloto australiano e o atual time campeão do mundo fizeram questão de dizer que ainda esperam a Mercedes como favorita para a pole e a Ferrari como segunda força.
O bom desempenho nesta sexta, no entanto, é uma ótima notícia para a equipe e especialmente para Piastri, que sequer largou nas duas corridas de 2026 até aqui, após um acidente ao levar o carro para o grid em Melbourne e um abandono antes da largada na China. É até curioso pensar que, para as estatísticas oficiais da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o australiano ainda não fez sua estreia no Mundial deste ano.
Conversando com os jornalistas em Suzuka na entrevista coletiva desta sexta-feira, Andrea Stella, chefe de equipe da McLaren, mostrou acreditar que o carro deste ano, o modelo MCL40, tem potencial para brigar por pódios e até vitórias, mas admitiu que o time ainda está em fase inicial de desenvolvimento.
O fato de ter problemas com os carros nas duas primeiras etapas atrapalhou bastante o ajuste da McLaren não só na parte aerodinâmica, mas também na unidade de potência, que rendeu inclusive algumas críticas ao tratamento que os clientes da Mercedes recebem em 2026.
Com o formato do fim de semana voltando ao “normal”, após a Sprint Race na China, a McLaren terá ainda mais um treino de uma hora no sábado (noite de sexta no Brasil) para tentar chegar perto de suas duas maiores rivais e brigar ao menos pela segunda fila.
Para a Ferrari, a classificação em Suzuka será crucial para, mais uma vez, incomodar a Mercedes na largada e nas primeiras voltas da corrida. A ultrapassagem costuma ser bem desafiadora na pista japonesa. Só que, em 2026, os carros estão ligeiramente menores e também há o efeito “Mario Kart”, com a gestão de energia provocando muita diferença de velocidade em pontos inusitados, criando assim mais ultrapassagens “inesperadas”.
Será que essas novidades farão de Suzuka uma pista com mais ultrapassagens, como visto em Albert Park? Caso o Japão mantenha o padrão de 2025, assumir a ponta na largada, como a Ferrari fez na China e na Austrália, pode ser uma das melhores chances de o time italiano superar a Mercedes em uma corrida em 2026.
Já a Red Bull, teve uma sexta-feira difícil, indicando que o momento da equipe é o pior das quatro “grandes”. Com o ajuste promovido pela FIA na classificação, em uma tentativa de deixar a volta de quali mais “desafiadora”, talvez Max Verstappen e Isack Hadjar consigam progredir. Mas os próprios pilotos consideram que a mudança é pequena e terá pouco impacto.
No caso da Audi, a sexta-feira foi de altos e baixos. O bom desempenho de Nico Hulkenberg indica que o time pode novamente pensar em uma vaga no Q3, conseguindo um top-10 em Suzuka. Mas o alemão também fez questão de dizer que muitos rivais deste pelotão intermediário não mostraram todo seu potencial, o que é comum na sexta-feira.