Irati PR, 08:50, 18°C

Estudantes embarcam em 2026 para seis meses de intercâmbio. Agora, se preparam com aulas de inglês na FISK, na sede do Grupo Saber
Na foto, Ana Luiza Brandalize, a supervisora do Grupo Saber, Aline Gabriele, e Micheli Baiak Foto: Esther Kremer

Esther Kremer

Duas alunas da região foram selecionadas para participar do programa Ganhando o Mundo, iniciativa do Governo do Estado que oferece intercâmbio gratuito a estudantes do Ensino Médio. A conquista é resultado de anos de dedicação aos estudos, bom desempenho escolar e certificações no Inglês Paraná, dentre outras exigências fundamentais para conquistar uma vaga no Programa.

As estudantes Ana Luiza Brandalize, de 15 anos, do Colégio Trajano Gracia, em Irati, e Micheli Baiak, de 14 anos, natural de Mallet, aluna do Colégio Monsenhor Pedro Busko, de Paulo Frontin, embarcam em 2026 para viver seis meses de intercâmbio. Os destinos foram divulgados nesta semana e Ana Luiza irá para o Canadá, já Micheli terá como destino a Irlanda. Ambas se preparam com aulas de inglês na FISK, na sede do Grupo Saber, em Irati.

Dedicação e incentivo escolar

Ana Luiza conta que conheceu o Programa por meio de uma vizinha que participou do intercâmbio em 2023, e decidiu que também faria parte dessa experiência. “Quando ela voltou e contou as histórias, eu falei para meus pais que também queria ir. Então, desde o 9º ano, eu me dediquei muito, especialmente em inglês e nas provas Paraná”, conta a estudante.

Já Micheli foi incentivada pela diretora da escola. “No ano passado, ela me disse que o Ganhando o Mundo abriria vagas novamente. Fiz vários testes, conquistei certificados em inglês e mantive minhas notas altas”, relembra.

O esforço deu resultado, pois Micheli ficou em primeiro lugar em Paulo Frontin, e Ana Luiza foi selecionada na segunda convocação do Programa. Ambas foram surpreendidas com a notícia e descreveram o momento como um misto de emoção, choro e alegria em família. “A coordenadora do Colégio me mandou a convocação, eu falei, ‘meu Deus, ou ela se confundiu ou eu realmente passei’. E quando eu vi meu nome e contei, meu pai, minha mãe, minha madrinha e eu começamos a pular e chorar e gritar”, lembra Ana.

As duas estudantes reconhecem o papel essencial do apoio familiar nessa trajetória. “Meus pais sempre me incentivaram a estudar e aproveitar todas as oportunidades que eles não tiveram”, comenta Micheli. O pai, que saiu de casa ainda jovem para trabalhar, disse à filha que essa era uma chance de vida e que ela deveria aproveitar “para conhecer novas culturas e novas histórias”.

As jovens já iniciaram o preparo para o intercâmbio. Elas estudam inglês na FISK e utilizam a plataforma Inglês Paraná Professor, onde têm aulas com docentes das Filipinas. Apesar da modéstia ao dizer que “avançado é uma palavra forte”, ambas afirmam já conseguir se comunicar bem e se mostram confiantes. As duas estudantes destacam a importância de valorizar a educação pública e se dedicar. “É muito gratificante. Eu cresci na roça, andava a cavalo, e agora vou poder estudar em outro país por causa do meu esforço. Isso mostra que o estudo transforma”, afirma Micheli.

Uma mensagem de apoio

Ambas acreditam que a experiência internacional vai abrir caminhos profissionais e pessoais. Ainda, elas deixaram mensagens de incentivo para outros jovens e para os pais que, por vezes, têm receio de deixar os filhos participarem do Programa. “Pais, deixem seus filhos irem. É uma oportunidade que muda a vida, e poucos conseguem. Eu fico triste por quem passou e não pôde ir por falta de autorização”, disse Ana.

Micheli complementa com uma frase que carrega como lema de vida: “Sonhe sem limites.” E acrescenta, “o estudo é a base de tudo. Quanto mais você aprende, mais cresce, pessoal e profissionalmente. Nunca pense que não consegue. Pense que vai conseguir”.

Leia outras notícias