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Colombiano ainda não teve grande atuação neste início de trajetória no Verdão; ele deve ser titular mais uma vez nesta quarta-feira, contra o Botafogo, no Allianz Parque
Jhon Arias antes de Palmeiras x São Paulo — Foto: Marcos Ribolli

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Jhon Arias chegou ao Palmeiras em fevereiro e, com pouco mais de um mês na Academia de Futebol, ainda não conseguiu embalar neste início de trajetória no novo clube, o colombiano deve ser titular nesta quarta-feira, contra o Botafogo, às 19h, no Allianz Parque.

Já são sete jogos com a camisa alviverde, a maioria como reserva. Ele entrou no segundo tempo em quatro oportunidades, as primeiras dele pelo Verdão, e depois engatou uma sequência como titular nos últimos três jogos. Ainda sem gols no período.

Os melhores momentos de Arias pelo Palmeiras até agora foram: um pênalti sofrido na estreia, contra o Capivariano, e a participação no segundo jogo da final contra o Novorizontino, quando dividiu com o goleiro adversário e assistência para o gol de Vitor Roque.

Afinal, o que está faltando para que Arias desencante no Palmeiras? O ge analisa abaixo o estilo de jogo do colombiano, e de Abel Ferreira, para explicar o início inconstante do reforço que custou mais de R$ 150 milhões aos cofres do clube.

Os primeiros passos

Arias chegou ao Palmeiras com confiança, mas o processo de adaptação é uma questão. Sem férias há dois anos, o ritmo frenético fez com que Abel Ferreira não o lançasse no time titular logo de cara. A ideia era dar ritmo ao colombiano.

“Vocês estão à espera de um jogador que custou 10, 15, 20 ou 30 chegue aqui e jogue melhor que todos. O jogador custou 10, 20 ou 30, porque fez para custar. Um jogador que ganhou Libertadores, tem experiência, é forte. Chamamos por sua qualidade” disse Abel, antes de concluir:

“Acho que há três (dois) anos que não tem descanso em função das contingências, sai a meia temporada do futebol brasileiro, vai para a Europa, sai a meia da Europa, vem para cá. E claro que isso tem interferência” analisou.

Quando sentiu segurança, mandou Arias a campo entre os 11 iniciais, e foi logo na decisão do Campeonato Paulista. Após boa atuação no jogo de ida, o meia ganhou a condição de titular e atuou por 79 minutos.

Nesse primeiro momento, Arias sofreu com o gramado pesado em Novo Horizonte. Nos dois jogos seguintes, contudo, o problema ficou claro: a falta de proximidade do jogador com o espaço ofensivo, onde costuma gerar muito volume de jogo.

O colombiano tem excelente aproveitamento no passe ao longo da carreira, tanto que acumula quase 90% de precisão na ainda curta passagem pelo Palmeiras. Além desse fundamento, o controle de bola funciona como a principal característica.

Para exercer o seu melhor, Arias precisa de dois fatores: espaço e fôlego. Neste início, faltaram os dois. Muito entregue à marcação, ele não teve muitas oportunidades de ir ao ataque para facilitar o jogo dos seus companheiros de ataque.

Importância também na defesa?

As estatísticas defensivas são excelentes. Arias é o principal ladrão de bolas entre jogadores da Série A desde sua estreia. São 37 duelos ganhos, 33 bolas recuperadas e quase 20 desarmes, muito por conta dos problemas defensivos enfrentados por Khellven. A cobertura tem funcionado com o colombiano, mas não foi para isso que o Palmeiras gastou 25 milhões de euros para tirá-lo do Wolverhampton.

No Fluminense, por exemplo, ele marcou 47 gols e distribuiu 55 assistências em 230 jogos, média de quase uma participação direta a cada duas partidas, justamente porque jogava perto do gol.

Tempo para adaptação

ge apurou que, nos bastidores, o começo mais “lento” de Arias é tratado com muita naturalidade. Outros reforços, como Flaco López, demoraram para engrenar e, hoje, entregam frutos maiores que o esperado inicialmente. O colombiano tem contrato até dezembro de 2029.

Aos poucos, tanto Abel quanto Arias podem encontrar soluções para adaptarem as necessidades da equipe com as valências do jogador. A próxima oportunidade para isso será nesta quarta-feira, às 19h, contra o Botafogo, em jogo da sétima rodada do Campeonato Brasileiro.

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