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4ª Regional promove oficina para fortalecer plano de enfrentamento das arboviroses

Atividade reuniu municípios da região e íntegra gestão, Atenção Primária à Saúde e Vigilância em Saúde na organização das ações de resposta
A oficina teve como objetivo apoiar os municípios na organização das ações de prevenção, monitoramento, atendimento e resposta diante das arboviroses. Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde

Assessoria 4ª Regional de Saúde

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A 4ª Regional de Saúde promoveu, nesta quinta-feira (01) uma oficina para Construção e Fortalecimento do Plano de Contingência das Arboviroses, com a participação dos municípios da região. A atividade envolveu diferentes áreas da saúde, como gestão, Atenção Primária à Saúde (APS) e Vigilância em Saúde, e contou com apoio técnico da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR).

A oficina teve como objetivo apoiar os municípios na organização das ações de prevenção, monitoramento, atendimento e resposta diante das arboviroses. Entre as doenças mais conhecidas estão dengue, chikungunya, Zika e febre amarela, transmitidas principalmente pela picada de mosquitos infectados. Essas doenças podem apresentar sintomas como febre, dor no corpo, dor de cabeça, manchas na pele e dores articulares. Em alguns casos, também podem evoluir para formas graves, exigindo acompanhamento adequado e organização dos serviços de saúde para garantir o atendimento da população.

Diante da possibilidade de aumento da circulação desses vírus, especialmente em períodos favoráveis à proliferação dos mosquitos, o Plano de Contingência das Arboviroses passa a ser uma ferramenta importante para orientar a atuação dos municípios. O documento permite definir responsabilidades, fluxos de atendimento, ações de vigilância, monitoramento de casos, controle de vetores, comunicação e assistência aos pacientes.

O chefe da Divisão de Vigilância em Saúde da 4ª Regional, Márcio Rodrigo Schoenherr, destacou que a construção do plano precisa envolver diferentes setores da saúde, para que as ações não fiquem concentradas em uma única equipe. “As arboviroses exigem uma resposta organizada. Não é uma ação só da vigilância, nem apenas da Atenção Primária ou da gestão. Cada área tem uma responsabilidade dentro do processo. Quando o município constrói o plano de forma integrada, consegue identificar melhor os riscos, organizar os fluxos e responder com mais agilidade, tanto no período de normalidade quanto em uma possível epidemia”, afirmou Márcio.

Segundo ele, a oficina também permite que os municípios avaliem a própria realidade e identifiquem pontos que precisam ser fortalecidos antes de um cenário de maior circulação das doenças. “O plano precisa ser prático e possível de ser executado. Por isso, é importante que cada município olhe para sua estrutura, para suas equipes, para os territórios com maior risco e para a forma como os serviços estão organizados. A preparação antecipada ajuda a reduzir impactos e melhora a resposta do SUS diante de um aumento de casos de arboviroses na região”, completou.

A chefe da Vigilância Epidemiológica da 4ª Regional de Saúde, Patrícia Yumi Corrêa Machado, explicou que o monitoramento contínuo dos dados é uma das etapas centrais para orientar as medidas de enfrentamento das arboviroses. Segundo ela, é fundamental que a notificação e acompanhamento dos casos sejam realizados em tempo oportuno. “A Vigilância Epidemiológica trabalha com informação, a partir dos dados notificados pelos serviços de saúde. Esse fluxo precisa estar claro para todos os profissionais envolvidos, desde o primeiro atendimento até o encerramento dos casos”, afirmou Patrícia.

Durante a oficina, os municípios também foram orientados a discutir os fluxos de atendimento aos pacientes com suspeita de arboviroses. A integração com a Atenção Primária à Saúde (APS) é considerada essencial, já que as unidades básicas costumam ser a principal porta de entrada da população no sistema de saúde.

A chefe da Vigilância Sanitária da 4ª Regional de Saúde, Kauany Lovato, destacou que o enfrentamento das arboviroses também depende das ações de controle de vetores, da avaliação de riscos no território e da participação da comunidade na eliminação de criadouros. “A prevenção começa no território. É preciso que os municípios tenham clareza sobre as áreas de maior risco, organizem as ações de controle e trabalhem junto com a população. A eliminação de criadouros, o cuidado com depósitos de água e a comunicação com a comunidade fazem parte desse processo”, afirmou Kauany.

A proposta da oficina é fortalecer essa articulação entre os setores. A participação conjunta da Gestão, Atenção Primária e Vigilância em Saúde permite que as ações sejam planejadas de forma integrada, evitando que cada área atue de maneira isolada. Com isso, os municípios podem organizar melhor a identificação de situações de risco, o atendimento aos pacientes, a investigação dos casos e as medidas de prevenção.

Durante a atividade, os participantes foram orientados a avaliar os pontos fortes e as fragilidades de cada município, além de definir estratégias que possam ser colocadas em prática em diferentes cenários epidemiológicos. A construção do plano leva em consideração a realidade local, a capacidade dos serviços e a necessidade de resposta rápida diante do aumento de casos.

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