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Treinamento reuniu profissionais da rede para orientar manejo de casos e reduzir riscos materno- infantis
Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde

Assessoria 4ª Regional de Saúde

A 4ª Regional de Saúde realizou uma capacitação voltada ao manejo de gestantes, com foco na utilização do sulfato de magnésio como estratégia de prevenção de complicações. O encontro reuniu médicos, enfermeiros e profissionais da Atenção Primária, além de equipes hospitalares, do SAMU e de unidades de pronto atendimento dos municípios da região.

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A atividade foi organizada no contexto das ações voltadas à redução da mortalidade materno- infantil. A programação abordou o uso da medicação em situações de pré-eclâmpsia e eclâmpsia, além da importância do atendimento precoce ainda nos serviços de entrada da rede de saúde.

A coordenadora regional da Atenção Primária, Alice Bernadete Slezinsky Simioni, explicou que a capacitação foi estruturada a partir da análise de indicadores regionais relacionados à morbidade e mortalidade materna e infantil.

Segundo ela, o tema foi definido como prioridade dentro do planejamento regional. “Nós identificamos, a partir dos nossos indicadores, a necessidade de trabalhar a sulfatação nas unidades. A hipertensão na gestante é uma das principais causas de óbito materno e infantil, e muitas vezes esse atendimento inicial não é realizado na atenção primária. Por isso, buscamos capacitar os profissionais para que se sintam mais seguros nesse primeiro atendimento”, afirmou.

Durante o encontro, o médico ginecologista e obstetra Luiz Angelo Fornazari conduziu a parte técnica da capacitação, apresentando orientações sobre o uso do sulfato de magnésio e os cuidados necessários no atendimento das pacientes. Ao abordar o tema, ele explicou que a medicação atua na prevenção de crises convulsivas associadas à hipertensão na gestação, condição que pode comprometer tanto a saúde da mãe quanto do feto.

“O sulfato de magnésio é uma medicação que faz toda a profilaxia para que se tenha um resultado ótimo frente ao nascimento de uma criança saudável, porque a crise hipertensiva, às vezes, pode levar a uma convulsão. Isso pode levar a uma hipóxia do feto, fazendo com que haja uma supressão dessa vida. Então, é muito importante. É uma medicação barata, que pode estar na porta de entrada, nos postos de saúde, nos pontos de atendimento e no SAMU”, explicou Luiz Angelo.

A programação também incluiu o relato de experiência de profissionais da rede. A médica especialista em Medicina de Família e Comunidade, Gisele Cuzzuol Pedrini, compartilhou um caso clínico acompanhado na unidade de saúde, destacando aspectos relacionados à condução do atendimento.

Ao relatar a experiência, ela destacou a importância de discutir situações reais como forma de qualificar a atuação das equipes. “A proposta foi compartilhar como ocorreu o atendimento, os desafios enfrentados e contribuir para que os profissionais compreendam melhor o procedimento”, afirmou.

A diretora da 4ª Regional de Saúde, Cristiana Schvaidak, destacou que o encontro reuniu profissionais de diferentes pontos da rede de atendimento, com o objetivo de qualificar o cuidado prestado às gestantes. “Capacitações como essa são fundamentais para fortalecer o atendimento na rede, principalmente nos pontos de entrada, onde muitas vezes ocorre o primeiro contato da gestante com o serviço de saúde. Quando os profissionais estão preparados e seguros para realizar esse manejo, conseguimos agir com mais rapidez diante das situações e qualificar o cuidado prestado, contribuindo diretamente para a redução de complicações”, disse.

A capacitação integra o conjunto de ações desenvolvidas pela 4ª Regional de Saúde em parceria com os municípios, com foco na qualificação dos profissionais e na organização do atendimento às gestantes na rede pública. A iniciativa busca ampliar o conhecimento técnico das equipes e fortalecer o atendimento nos serviços de saúde da região.

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