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Estratégia de vigilância entomológica permite identificar precocemente a presença do vetor e orientar ações de controle
Visitas de monitoramento foram realizadas entre os dias 03 e 10 de março, nos nove municípios que integram a 4ª Regional de Saúde. Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde

Assessoria 4ª Regional de Saúde

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A 4ª Regional de Saúde desenvolve, em parceria com os municípios que integram sua área de abrangência, ações de vigilância entomológica voltadas ao monitoramento do mosquito Aedes aegypti. A estratégia tem como base a instalação de ovitrampas, dispositivos utilizados para identificar a presença do vetor antes do aumento de casos de doenças como dengue, zika e chikungunya.

A regional é composta por nove municípios, sendo eles Inácio Martins, Fernandes Pinheiro, Imbituva, Teixeira Soares, Guamiranga, Rio Azul, Rebouças, Mallet e Irati. Todos participam das ações de monitoramento e controle vetorial, com atividades realizadas de forma integrada entre as equipes locais e a Regional de Saúde.

Entre os municípios, Guamiranga e Inácio Martins foram os primeiros a implantar a estratégia na região. Atualmente, ambos alcançam cobertura total da área urbana com a instalação das armadilhas, o que permite acompanhamento contínuo da circulação do mosquito.

O sistema de ovitrampas atua como uma ferramenta de vigilância precoce. A partir da coleta periódica dos materiais instalados, as equipes conseguem identificar a presença de ovos do mosquito e delimitar áreas com maior risco. Com base nesses dados, são realizadas intervenções direcionadas, como eliminação de criadouros e intensificação das ações de campo.

O trabalho envolve diretamente os Agentes de Combate às Endemias, responsáveis pela instalação, monitoramento e coleta das armadilhas, além das orientações repassadas à população durante as visitas domiciliares. A atuação desses profissionais também inclui a análise dos dados obtidos, que subsidiam o planejamento das ações nos municípios.


Agentes de Combate às Endemias são responsáveis pela instalação, monitoramento e coleta das armadilhas. Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde

Sobre a instalação das armadilhas, a Agente de Endemias de Rio Azul, Jucélia Catarina Falcão Sniadowski, explica que “nós priorizamos um lugar mais protegido, tanto dos bichinhos que possam vir tomar água ou que possam virar as armadilhas. Então nós achamos um lugarzinho mais seguro, como entre as plantas, porque aqui tanto protege da chuva quanto dos animais”.

Durante o acompanhamento realizado na região entre os dias 03 e 10 de março, o município de Inácio Martins foi o único dos integrantes da regional que não registrou ovitrampas positivas no período monitorado, enquanto nos demais municípios foram identificadas armadilhas com presença de ovos em determinados momentos. Nessas situações, as equipes municipais realizaram intervenções nos locais identificados, com o objetivo de eliminar possíveis focos e evitar a ampliação do risco.

Em visita a Rio Azul, o guarda de endemias da Regional, Nivaldo Leal, explicou que a estratégia segue uma lógica de distribuição das armadilhas em pontos específicos da área urbana. “As armadilhas são distribuídas no município em intervalos definidos, de 200 metros em, 200 metros, de forma a alcançar toda a área urbana e permitir o monitoramento do vetor”, afirmou.

Sobre o funcionamento das mesmas, Nivaldo detalhou que o equipamento utiliza uma palheta onde o mosquito deposita os ovos, permitindo a identificação da presença do vetor após a coleta. “A ovitrampa é como um vaso de flor, no qual depositamos água limpa até a metade. Ela também possui uma palheta onde o mosquito deposita os ovos na parte úmida, que absorveu a água do pote. Após alguns dias, esse material (a palheta) é coletado e analisado para verificar a presença do vetor e delimitar as áreas que precisam de intervenção”, explicou.

Caso o material seja positivo para a presença de ovos do Aedes aegypti, o descarte correto é a queima do equipamento contaminado.


Imagem ampliada por um microscópio de uma palheta positivada de ovos do mosquito. Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde

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