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4ª Regional certifica enfermeiros em curso de Saúde Sexual e Reprodutiva

Formação foi ofertada em parceria com o Coren-PR e o CIS/Amcespar, com foco na ampliação do acesso das mulheres a métodos contraceptivos de longa duração
Na data da cerimônia, estiveram presentes os formandos, a equipe da 4ª Regional de Saúde, membros do Coren-PR, a equipe do CIS/AMCESPAR, os prefeitos e secretários de Saúde da Região. Foto: Assessoria 4ª Regional de Saúde.

Assessoria 4ª Regional de Saúde

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A 4ª Regional de Saúde realizou a certificação dos enfermeiros que concluíram o Curso de Saúde Sexual e Reprodutiva com ênfase em métodos contraceptivos de longa duração no último sábado (15). A formação foi ofertada pela 4ª Regional de Saúde, em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem do Paraná (Coren-PR), por meio da Comissão de Saúde da Mulher, e com o Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amcespar (CIS/Amcespar).

Ao todo, 21 enfermeiros foram certificados. Inicialmente, a previsão era de 18 profissionais, mas a organização da capacitação permitiu ampliar o número de participantes. O curso reuniu profissionais de diferentes municípios da região e foi realizado em cinco sábados, com etapas teóricas e práticas. A formação teve como foco preparar enfermeiros para atuar com mais segurança no atendimento em saúde sexual e reprodutiva, especialmente na orientação das mulheres e na oferta de métodos contraceptivos de longa duração, como o DIU e o implante subdérmico. A proposta também buscou fortalecer a atuação da enfermagem na Atenção Primária à Saúde e ampliar a capacidade de atendimento dentro dos próprios municípios.

A enfermeira e chefe da Seção de Atenção Primária à Saúde (SCAPS) da 4ª Regional, Alice Simioni, destacou que a capacitação foi construída a partir de uma demanda antiga dos municípios e dos próprios profissionais da região. “A capacitação dos enfermeiros para inserção do DIU já era um desejo dos gestores municipais e enfermeiros da região. Com a disponibilização do implante contraceptivo pelo Ministério da Saúde, essa necessidade se tornou ainda mais evidente. Surgiu uma nova possibilidade de ampliar o acesso das mulheres aos métodos contraceptivos, mas também a necessidade de preparar os profissionais para atuar com segurança, conhecimento técnico e respaldo nas normativas profissionais”, afirmou Alice.

Segundo ela, a proposta foi apresentada e pactuada na Comissão Intergestores Regional (CIR). A partir disso, a formação foi organizada para contemplar não apenas o implante subdérmico, mas também a capacitação para inserção do DIU, atendendo a uma necessidade já identificada na região. O Coren-PR assumiu o custeio técnico da capacitação, enquanto o CIS/Amcespar contribuiu com espaço, materiais e apoio na organização das atividades práticas. Os municípios também participaram da organização, com a mobilização dos profissionais, transporte, materiais e pacientes. Gestores, coordenadoras da Atenção Primária e enfermeiros atuaram para garantir que as mulheres estivessem avaliadas e aptas a participar das etapas práticas.

Para Alice, a certificação representa uma nova etapa para a rede. “É nesse ponto que percebemos o verdadeiro significado dessa formação. Não se trata apenas de inserir DIU ou implante, mas trata-se de ampliar o acesso à informação, à autonomia e a um cuidado qualificado em saúde sexual e reprodutiva dentro dos próprios municípios. A mulher ganha mais opções e acesso qualificado, os municípios ampliam a sua capacidade de cuidado, a atenção primária fortalece a sua resolutividade e a enfermagem amplia o seu espaço de atuação, demonstrando a sua competência técnica, científica e assistencial ”, afirmou.

A diretora da 4ª Regional de Saúde, Cristiana Schvaidak, ressaltou que a capacitação também está ligada ao trabalho de regionalização da saúde e à ampliação do acesso aos serviços no território. “Quando falamos de regionalização, falamos de fazer com que o paciente seja atendido mais próximo da casa dele. Essa capacitação vem nesse sentido, porque fortalece os enfermeiros e dá às mulheres a possibilidade de escolherem, no seu município, o método contraceptivo mais adequado para a sua realidade”, afirmou Cristiana.

Cristiana também destacou que o curso contribui para o cuidado em saúde materno-infantil e para o planejamento reprodutivo. “Muitas gestações não são planejadas. Mesmo quando são aceitas, podem trazer intercorrências importantes ao longo do caminho. Quando a mulher tem acesso, na sua unidade de saúde, a opções como o DIU e o implante subdérmico, nós estamos dando mais autonomia para essa mulher e mais condições para que ela decida sobre a própria vida”, disse.

A presidente do Coren-PR, Ethelly Feitosa Rodrigues Santos, parabenizou os profissionais certificados e reforçou que a formação também representa o fortalecimento da enfermagem dentro da rede de saúde. “Parabenizo cada enfermeiro que concluiu este curso, sabemos que chegar aqui não foi fácil. Foram momentos de dedicação e finais de semana reservados para aprender e se aperfeiçoar. Hoje celebramos uma vitória de cada um de vocês, mas também o fortalecimento da enfermagem e tudo o que essa formação representa na vida de tantas mulheres e famílias que terão acesso a um cuidado mais preparado”, afirmou.

O presidente do CIS/Amcespar e prefeito de Imbituva, Bertoldo Rover, destacou que a formação teve etapas teóricas e práticas e exigiu a participação dos profissionais e o apoio dos municípios para que os enfermeiros pudessem concluir a capacitação. “A gente fica muito satisfeito em ver 21 participantes concluindo uma capacitação como essa. Foi um curso com parte teórica e prática, que exigiu dedicação dos profissionais e apoio dos municípios. O objetivo é levar mais conhecimento para quem está na ponta e, principalmente, melhorar o atendimento às pessoas que mais precisam”, afirmou Bertoldo.

O presidente da Amcespar e prefeito de Rio Azul, Leandro Jasinski, ressaltou que a saúde nos municípios exige apoio permanente e que a capacitação representa um avanço para a organização dos serviços na região. “A saúde é uma preocupação diária dos municípios. Muitas vezes, o município precisa fazer muito além para garantir o atendimento à população, e por isso essas parcerias são tão importantes. Essa capacitação dá mais preparo aos nossos profissionais e mais responsabilidade para atender as mulheres nos próprios municípios, fortalecendo o cuidado e aproximando o serviço de quem precisa”, afirmou Leandro.

A secretária de Saúde de Rio Azul e presidente do Cosems-PR da 4ª Região, Elaine Pacanaro, afirmou que a formação deve ter impacto direto na rotina dos municípios. Ela citou o exemplo de Rio Azul, onde as mulheres precisavam ser encaminhadas ao consórcio para a inserção do DIU. “Antes do curso, Rio Azul precisava encaminhar as mulheres ao consórcio, em Irati, para colocar o DIU. Tinha que agendar, às vezes não dava certo, às vezes a paciente não podia naquele dia, e isso acabava adiando o atendimento. Agora, com as enfermeiras capacitadas, teremos a oportunidade de oferecer mais esse serviço às mulheres do nosso município”, afirmou Elaine.

Entre os profissionais certificados, os enfermeiros Allexia Schimutz, de Inácio Martins, e Gean Carlos dos Santos, de Irati, também destacaram a importância da formação para a atuação no território. Para eles, a conclusão do curso fortalece o trabalho da enfermagem e amplia o acesso das mulheres ao cuidado em saúde sexual e reprodutiva. “Com essa capacitação, conseguimos levar acesso integral às mulheres na saúde sexual e reprodutiva, fazendo com que elas tenham escolha do seu método contraceptivo e fortalecendo o nosso processo de cuidado”, afirmou Allexia.

Gean destacou que a formação também representa reconhecimento da atuação do enfermeiro. “É um sentimento de gratidão e de fortalecimento profissional. O curso reconhece a atuação do enfermeiro dentro do território e amplia a possibilidade de trabalhar a saúde sexual e reprodutiva, levando acesso para as mulheres da nossa região”, disse. A certificação marca o encerramento da formação, mas também o início de uma nova fase nos municípios. A partir da capacitação, os profissionais passam a ter condições de aplicar o conhecimento na rotina dos serviços, ampliando a oferta de métodos contraceptivos, fortalecendo a Atenção Primária e contribuindo para que as mulheres tenham acesso à informação, orientação e cuidado mais próximo de onde vivem.

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